Secretário de Pesca chama ministros do STF de “vagabundos”

Jorge Seif saiu em defesa dos alvos da operação determinada por Alexandre de Moraes

atualizado 20/08/2021 18:49

Marcelo Camargo/Agência Brasil

O secretário de Aquicultura e Pesca do governo federal, Jorge Seif Junior, saiu em defesa dos alvos da operação determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Seif também chamou os integrantes da Corte de “vagabundos”.

Entre os alvos da operação estão o caminhoneiro Zé Trovão, o deputado federal Sérgio Reis, o cantor Eduardo Araújo, o deputado Otoni de Paula (PSC-RJ) e Antonio Galvan, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja).

“Regime Militar 1964, generais prendiam e interrogavam vagabundos. Democracia 2021, vagabundos interrogam e querem depor Presidente, acusar Generais, prender Deputados e Jornalistas, destruir youtubers de direita. Calar a nossa liberdade! Força aí Zé Trovão E vamos todos para as ruas dia 7 de setembro lutar por nossa liberdade. Avante Capitão! Estamos fechados contigo”, disse o secretário.

Jorge Seif é considerado como “filho 06” de Bolsonaro – Reprodução/Instagram

O comentário de Seif foi feito em uma publicação de Marcos Gomes, o Zé Trovão, na qual convocou apoiadores do presidente Jair Bolsonaro a tomarem as ruas no dia 7 de setembro, mesmo se ele e outros investigados estiverem presos.

Operação

A investigação contra políticos e outras personalidades apura “eventual cometimento do crime de incitar a população, por meio das redes sociais, a praticar atos violentos e ameaçadores contra a democracia, o Estado de Direito e suas instituições, bem como contra os membros dos Poderes”.

Expedidas por Moraes, a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), as ordens judiciais foram cumpridas nas seguintes unidades da Federação: Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Mato Grosso, Ceará e Paraná.

Além de determinar buscas em endereços ligados aos alvos, o magistrado proibiu que o cantor Sérgio Reis e os outros nove investigados se aproximem da Praça dos Três Poderes, dos ministros da Suprema Corte e dos senadores da República. Eles deverão manter distância de, no mínimo, 1 km. Moraes também determinou a expedição de ofícios ao Facebook, Instagram, Twitter e YouTube, para que as redes sociais bloqueiem os perfis dos citados.

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