“Precisa morrer amanhã”, diz Tebet sobre minirreforma eleitoral

Ainda não foi firmado um acordo oficial, mas líderes já dão como certo o adiamento da votação da matéria

atualizado 17/09/2019 16:37

Michael Melo/Metrópoles

A presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal, Simone Tebet (MDB-MS), afirmou que o projeto de lei que afrouxa regras eleitorais e beneficia partidos políticos “tem que morrer” na quarta-feira (18/09/2019), a não ser que “tire tudo o que está errado” da proposta.

O texto estava na ordem do dia desta terça (17/09/2019), mas devido às polêmicas que cercam o tema, lideranças partidárias pressionaram o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), a colocá-lo para tramitar em ao menos uma comissão do Senado antes de ir a plenário.

Ainda não foi firmado um acordo oficial, mas líderes já dão como certo o adiamento da votação da matéria. Assim, Tebet deve colocar na pauta do colegiado a proposta, se houver um entendimento na reunião de líderes desta tarde.

O projeto foi alvo de críticas desde quando Alcolumbre colocou a matéria na pauta do plenário. A proposta afrouxa as normas para as siglas e abre brechas para o pagamento de caixa 2 e aumenta a destinação de dinheiro público para os partidos.

“Temos que reconhecer que foi um erro da Câmara dos Deputados, que depõe contra tudo o que votamos nesses meses. Temos que mostrar que o Congresso é outro desde a renovação. Esse projeto mancha nossa imagem, nosso trabalho de transparência e fiscalização”, disse Tebet.

Publicamente contra a matéria, a senadora apresentaria 12 emendas que alterariam o mérito do texto. Mas, em conversas com senadores, percebeu que muitas já estavam repetidas e manteve seis delas.

“Tudo pode acontecer na CCJ. Podemos derrotar ou aprovar com muitas emendas”, avaliou. Tebet disse ainda que, se um pedido de urgência for aprovado no colegiado, Alcolumbre pode pautar a matéria para o mesmo dia, à noite no plenário da Casa.

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