Para frear greve de caminhoneiros, Bolsonaro defende diesel mais barato

Economia ressalta que se houver diminuição no preço do combustível, reivindicação da categoria, será necessário aumentar impostos

atualizado 28/01/2021 20:58

Michael Melo/Metrópoles

Preocupado em tentar frear uma nova greve dos caminhoneiros, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse nesta quinta-feira (28/1) que a equipe econômica está trabalhando. a seu pedido, para anular o aumento de R$ 0,09 no preço do diesel. No entanto, segundo ele, a pasta argumenta que se houver diminuição no preço do combustível, reivindicação central na pauta dos caminhoneiros, será necessário aumentar impostos, “o que penalizaria a todos, de qualquer forma”.

“Então, procurei a equipe econômica pra gente anular os R$ 0,09 no diesel. Agora, cada centavo, para diminuir, no diesel, eu tive que buscar receita em outro local, ou criar um imposto ou aumentar outros impostos. E cada centavo no diesel equivale a R$ 800 milhões por ano”, disse o presidente, em sua tradicional transmissão ao vivo pelas redes sociais.

“Então, cada centavo no diesel eu tenho que buscar em algum outro local R$ 800 milhões. O que a Economia apresentou pra mim, aumenta aqui e aumenta lá, ia penalizar todo mundo”, arrematou.

Na ponta da linha

O presidente lembrou que o governo já zerou o imposto que incide sobre a comercialização combustíveis, a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), e que não pretende autorizar aumento de impostos.

“Impostos federais: nós zeramos a Cide, a Cide [é] zero. O imposto federal que existe é o o Pis/Cofins, que já tirou uma parte e tá em R$ 0,33 [por litro]”, disse o presidente. “Por mim não tem mais aumento de imposto. Se a gente souber, na ponta da linha, que aumento de imposto aconteceu, acho muito difícil, me avise”, completou.

Bolsonaro falou ainda da quantidade de multas aplicadas no Brasil e disse que é preciso acabar com essa prática.

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