MPF vai à Justiça por falas “discriminatórias” de Bolsonaro contra mulheres

A Procuradoria-Regional dos Direitos do Cidadão em São Paulo quer que a União destine R$ 10 milhões para campanhas de conscientização

atualizado 10/08/2020 13:56

Jair BolsonaroRafaela Felicciano/Metrópoles

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou uma ação, nesta segunda-feira (10/8), contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e alguns ministros por falas “preconceituosas e discriminatórias” contra mulheres.

A Procuradoria-Regional dos Direitos do Cidadão em São Paulo quer que a União destine ao menos R$ 10 milhões para campanhas de conscientização sobre direitos das mulheres, além do pagamento de R$ 5 milhões por danos morais coletivos.

De acordo com o MP, “são muitos os episódios em que o presidente se dirigiu a mulheres de maneira desrespeitosa ou fez insinuações misóginas”. Um dos exemplos citados na ação foi de quando Bolsonaro fez insinuações sexuais contra a repórter do jornal Folha de S.Paulo Patrícia Campos Mello.

Em uma outra ocasião, o presidente afirmou que o Brasil não poderia ser o país do “turismo gay” e disse que “quem quiser vir fazer sexo com uma mulher, fique à vontade”.

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Para o MP, “o descaso do presidente pelos desafios que as mulheres enfrentam, no entanto, não tem se revelado apenas em discursos”, mas em ações do governo.

Além de Bolsonaro, o ministro da Economia, Paulo Guedes, é citado na ação por ter endossado ataques do presidente à primeira-dama da França, Brigitte Macron.

“É desolador que mensagens e pronunciamentos de ministros do Poder Executivo Federal, com absoluta falta de sensibilidade, minimizem o grave problema da violência contra a mulher”, afirmao MPF.

Assinam o documento os procuradores Pedro Antonio de Oliveira Machado e Lisiane Braecher.

 

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