Capitão Augusto retira candidatura à presidência da Câmara dos Deputados

Ele atribuiu a decisão à polarização política na Casa, que "restringiu o debate" e "impossibilitaria um segundo turno"

atualizado 30/01/2021 15:26

Luis Macedo/Câmara dos Deputados

O deputado Capitão Augusto (PL-SP) retirou neste sábado (30/1) a sua candidatura à presidência da Câmara dos Deputados. A decisão foi divulgada em nota à imprensa. “Nos últimos dias, percebi que a polarização política na Câmara dos Deputados restringiu o debate e os votos a somente dois candidatos, ouvi de dezenas de deputados dessas bancadas que gostariam de votar em mim, mas teriam que se valer do voto útil contra a esquerda, inviabilizando dessa forma qualquer chances de ir para um segundo turno”, justificou.

Ao lançar a candidatura, Capitão Augusto havia afirmado estar ciente da dificuldade em enfrentar os dois principais concorrentes à presidência da Casa — Arthur Lira (PP-AL), apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), e Baleia Rossi (MDB-SP), apoiado pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).  “O voto é secreto, assim os deputados podem votar com a consciência e descontar as mágoas que possam ter de um ou outro”, afirmou à época.

O deputado é o presidente da Frente Parlamentar da Segurança e, entre suas prioridade declaradas na campanha, estava o combate à criminalidade e à corrupção. Ele pretendia pautar a prisão após segunda instância — que está parada na Casa —, assim como acabar com o juiz de garantias. A eleição para presidente da Câmara e do Senado será na próxima segunda-feira (1/2).

Veja a nota na íntegra:

“Logo no início do ano passado lancei minha candidatura baseada nas Frentes Parlamentares da Segurança, Corrupção, Família e Cristã, acreditando no voto secreto, na renovação da Câmara e nessas bancadas temáticas.

Porém, nos últimos dias, percebi que a polarização política na Câmara dos Deputados restringiu o debate e os votos a somente 2 candidatos, ouvi de dezenas de deputados dessas bancadas que gostariam de votar em mim, mas teriam que se valer do voto útil contra a esquerda, inviabilizando dessa forma qualquer chances de ir para um segundo turno.

Dessa forma, juntamente com minha equipe, decidimos retirar minha candidatura à presidente da Câmara e juntar-se ao meu Partido Liberal e ao Governo Bolsonaro.”

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