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Bolsonaro quer usar batalhões militares para ajudar na vacinação

Apesar da fala do presidente, especialistas explicam que o maior problema da vacinação é a falta de doses e não de locais de aplicação

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Fotos Hugo Barreto/Metrópoles
Coletiva à imprensa sobre o programa águas Brasileiras com o presidente Jair Bolsonaro, no palácio do planalto.
1 de 1 Coletiva à imprensa sobre o programa águas Brasileiras com o presidente Jair Bolsonaro, no palácio do planalto. - Foto: Fotos Hugo Barreto/Metrópoles

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que deve pedir ao Ministério da Defesa, ainda nesta segunda-feira (22/3), para que os batalhões militares sejam usados como postos de vacinação contra a Covid-19.

“Eu vou hoje ver na Defesa a possiblidade de os batalhões nossos ajudarem na vacinação. A vacina só lá embaixo [no Rio de Janeiro], na Fiocruz, são 5 milhões [de doses] por semana, já começamos a produção”, disse o presidente a apoiadores, no Palácio da Alvorada. O trecho foi publicado por um site simpático a Bolsonaro e contém cortes e edição.

A declaração de Bolsonaro ocorre em meio a cobranças de políticos, entidades e da sociedade civil em relação à demora em adquirir vacinas contra a Covid-19, sendo que até o momento o país está aplicando as vacinas CoronaVac e a da AstraZeneca/Oxford.

O país ainda enfrenta dificuldades em adquirir mais doses, o que tem provocado atrasos e, em alguns casos, suspensão da vacinação por falta de imunizantes.

Apesar da fala do presidente, especialistas explicam que o maior problema da vacinação contra a Covid-19 é a falta de doses, e não de locais de aplicação dos imunizantes.

De acordo com o Our World In Data, em dois meses de vacinação, o Brasil aplicou 13.562.176 de doses. No total, 3.393.203 foram totalmente vacinadas, o que equivale a 1,61% da população.

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No domingo (21), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) informou que recebeu carta do Instituto Serum da Índia notificando o atraso na entrega das doses da vacina da Oxford/AstraZeneca.

“A negociação com a AstraZeneca e o Instituto Serum inclui a aquisição de um total de dez milhões de vacinas importadas, além dos dois milhões de vacinas entregues ao Programa Nacional de Imunizações (PNI/MS) no dia 24 de janeiro. O restante de oito milhões de doses será importado ao longo dos próximos meses, em cronograma ainda a confirmar. A Fundação foi informada, por meio de uma carta em 4 de março, sobre o atraso na importação das remessas das vacinas prontas”, afirmou a fundação.

Em nota, o Ministério da Saúde disse que o calendário previsto com o laboratório está mantido, mas que pode sofrer alterações, de acordo com a produção dos insumos.

“O Ministério da Saúde informa que o contrato firmado com o laboratório Serum prevê a entrega de 8 milhões de doses da vacina AstraZeneca/Oxford importadas da Índia até julho de 2021, com entregas mensais de 2 milhões de doses a partir de abril”, informou o governo.

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