Bolsonaro posta crítica a “ministro marqueteiro” e defesa da cloroquina

Presidente compartilhou nas redes sociais um comentário de Milton Cardoso com ataques a prefeitos, governadores e o STF

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) compartilhou um vídeo no qual o comentarista Milton Cardoso, da afiliada da TV Band em Porto Alegre, tece críticas ao ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, a quem chama de “marqueteiro”, e defende as mesmas posições de Bolsonaro que vão na contramão das autoridades de saúde no mundo.

Cardoso afirma que o Supremo Tribunal Federal (STF) “tirou os poderes do chefe da nação” e que a corte não permitiu a Bolsonaro determinar o “isolamento vertical”, no qual apenas idosos e pessoas dos grupos de risco ficariam em quarentena.

Na realidade, o STF apenas atribuiu aos Executivos locais a responsabilidade pelas medidas de isolamento, mas não impediu que o governo federal tomasse medidas de combate ao novo coronavírus.

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“Tiraram o poder do chefe da nação e o preço está aí. Desemprego, miséria, suicídios. Empresas, comércios fechando as portas. Violência doméstica, pedofilia, presos sendo libertados, tudo em nome do coronavírus, com o clichê para salvar vidas”, diz o comentarista.

Milton Cardoso também cita a hidroxicloroquina, remédio defendido por Bolsonaro para o tratamento da Covid-19 desde os primeiros sintomas. Sem mencionar nomes ou as localidades, o comentarista diz que “grande quantidade de prefeitos e governadores” passou a ofertar o medicamento a pacientes após o agravamento da pandemia e aumento no número de mortos.

Não há estudo científico que comprove a eficácia do fármaco contra a Covid-19, e a prescrição da hidroxicloroquina para o coronavírus chegou a ser suspensa em vários países.

“O presidente Bolsonaro sempre foi contra o famoso lockdown, defendia o isolamento vertical desde o início. A vontade do presidente foi ignorada por decisão do STF, com apoio da Rede Goebbels [termo pejorativo usado por apoiadores de Bolsonaro para se referir à Rede Globo], repassada para prefeitos, governadores, com decisões incoerentes e absurdas” afirmou Cardoso.