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Bolsonaro embarca para os EUA, onde passará por período sabático

Na véspera de deixar a Presidência, Jair Bolsonaro ainda fez uma live exaltando sua gestão e afirmando que fará oposição ao governo Lula

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Rafaela Felicciano/Metrópoles
Avião da Presidência da Republica decola sexta-feira para Orlando
1 de 1 Avião da Presidência da Republica decola sexta-feira para Orlando - Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

O presidente Jair Bolsonaro (PL) embarcou, na tarde desta sexta-feira (30/12), rumo aos Estados Unidos, onde passará por um “período sabático”, ficando longe dos holofotes.

Bolsonaro, que deixa o comando do Palácio do Planalto neste sábado (31/12), viaja no Airbus 319 da Força Aérea Brasileira (FAB), acompanhado de diversos auxiliares que já foram nomeados para serem seus assessores quando virar ex-presidente (veja os nomes mais abaixo).

O voo direto que levará Bolsonaro para os Estados Unidos decolou às 14h02 e tem previsão de pousar no aeroporto de Orlando pouco antes das 20h, no horário local (21h, no horário de Brasília).

O futuro ex-presidente deixou o Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência, em carros descaracterizados, sem chamar a atenção da imprensa e de apoiadores que estavam no local.

Viagem após pronunciamento

O embarque rumo à América do Norte ocorre horas após o presidente realizar sua última live do mandato. Na transmissão desta sexta, que durou 52 minutos, Bolsonaro disse que não deixará de fazer oposição ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que assume seu terceiro mandato à frente da Presidência da República, em 1º de janeiro.

Após dois meses sem realizar as tradicionais lives semanais e com a agenda reclusa, Bolsonaro fez uma transmissão nas redes para fazer um balanço de sua gestão. Desde que foi derrotado nas eleições deste ano, ele adotou uma agenda fechada, com poucos compromissos oficiais e raras aparições públicas.

O atual presidente disse que o governo de Lula já começa “capenga”, mas que não irá “jogar a toalha” e “deixar de criticar” a nova gestão. Ele ainda afirmou que o “mundo não vai acabar no dia 1º de janeiro”, dia em que tem início o governo Lula.

“O quadro que está na frente agora, a partir de 1º de janeiro, não é bom. Não é por isso que nós vamos jogar a toalha, deixar de fazer oposição, deixar de criticar, deixar de conversar com os seus vizinhos, agora com muito mais propriedade, com muito mais conhecimento”, disse Bolsonaro durante sua última live do mandato.

Bolsonaro também se emocionou durante a transmissão e disse que deu “o seu melhor” no comando do Palácio do Planalto. “Se cheguei [à Presidência], teve um propósito. Se você está chateado, está constrangido, se coloque no meu lugar. Quantas vezes eu pergunto onde errei, o que podia ter feito de melhor. Eu tenho convicção: dei o melhor de mim. Muito sacrifício de quem estava do meu lado, em especial a minha esposa [Michelle Bolsonaro], minha filha e enteada [Laura e Letícia]. E vocês também sofreram. Sofrem agora”, afirmou.

Fora do poder

Nesta semana, Jair Bolsonaro definiu a equipe que vai acompanhá-lo assim que ele deixar o comando do Palácio do Planalto, a partir de 1º de janeiro de 2023. O Diário Oficial da União (DOU) trouxe o nome de oito auxiliares que irão assessorar Bolsonaro.

Pela primeira vez em 34 anos, o atual presidente não terá um cargo político. Para além dos benefícios da posição que ocupou e da aposentadoria a que tem direito pela Câmara dos Deputados, ele deve assumir o posto de líder da direita para as próximas eleições. O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, acertou que a sigla bancará as despesas de Bolsonaro a partir de 2023, que será convidado para ser presidente de honra do partido.

Na condição de ex-presidente da República, Bolsonaro tem direito de nomear até oito assessores, que serão remunerados com salários que podem chegar a R$ 13,6 mil e terão despesas com passagens aéreas e diárias de viagens pagas pelo governo.

Mais cedo, cinco desses oito servidores que devem auxiliar Bolsonaro na vida fora da Presidência foram autorizados a acompanhar o presidente durante viagem a Miami pelo período de um mês. De acordo com o ato, os servidores farão a segurança e darão apoio ao futuro ex-presidente, entre 1º e 30 de janeiro de 2023.

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Veja abaixo quem deve acompanhar Bolsonaro a partir de 2023:

Com relação de longa data com Bolsonaro, o assessor Max Guilherme Machado de Moura seguirá com o político após o fim do mandato do presidente. Neste ano, ele chegou a deixar o governo para disputar as eleições, mas acabou derrotado nas urnas.

Outro nome definido para acompanhar o presidente a partir do ano que vem é o do advogado João Henrique de Freitas, assessor-chefe da Presidência, que conta com a confiança de Bolsonaro. O coronel Marcelo Camara, tido como o comandante do “serviço paralelo” de investigação que o atual mandatário matinha no Planalto também foi nomeado para seguir com Bolsonaro a partir do próximo ano.

O capitão reformado do Exército Sérgio Rocha Cordeiro, que trabalhou no gabinete presidencial de Bolsonaro, também deve acompanhá-lo ao fim do mandato. Foi na casa do militar que o atual presidente passou a fazer suas tradicionais lives depois que foi proibido pela Justiça Eleitoral de usar a estrutura do Palácio da Alvorada para promover candidaturas de aliados.

As portarias ainda trazem os nomes de Ricardo Dias dos Santos, suboficial da Marinha; Estácio Leite da Silva Filho, segundo sargento do Exército; e Osmar Crivelatti e Jossando da Silva, ambos segundos-tenentes do Exército.

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