Aliança pelo Brasil não vai virar “um negócio”, afirma Bolsonaro

Presidente participou do lançamento da sigla Aliança pelo Brasil nesta quinta-feira (21/11/2019), após pedir desfiliação do PSL

atualizado 21/11/2019 14:17

Rafaela Felicciano/Metrópoles

Durante discurso no lançamento do partido Aliança pelo Brasil, o presidente Jair Bolsonaro disse que não vai deixar a nova sigla virar um negócio. O chefe do Executivo não poupou críticas ao PSL e ao presidente da legenda, Luciano Bivar (PE).

“Em parte, os problemas que tivemos [no PSL] foi por negociar a legenda, vender tempo de televisão e fazer do partido um negócio para ele”, acusou Bolsonaro. O chefe do Palácio do Planalto disse ainda que tem plano para tirar todos os que pensam de forma diferente do governo. “Não conseguimos aparelhar o Estado nem vamos fazer de uma hora para outra, mas estamos fazendo o possível”, emendou.

Ao falar para apoiadores, Bolsonaro criticou os Poderes constituídos, o Legislativo e o Judiciário, e pediu que os seguidores façam “críticas moderadas”. “Aqui [em Brasília] tudo é política”, completou.

“Vontade de Deus”
Ao lembrar a vitória nas últimas eleições, Bolsonaro disse que a chegada ao Planalto foi uma “vontade de Deus”. Segundo o chefe do Executivo, ele era um deputado do baixo clero, acusado de racismo e de crime ambiental, e, ao ver a reeleição de Dilma Rousseff, pensou que tinha que fazer alguma coisa para melhorar o Brasil.

“Quem podia imaginar que um deputado baixo clero, acusado de racismo e crime ambiental, fake news, com mais de 30 processos de cassação na Câmara pudesse um dia, sem dinheiro, escolher um partido pequeno, que no primeiro momento foi uma união maravilhosa, e chegar à vitória. Só pode ser pela vontade de Deus”, disse.

“Sei que não terei paz até o fim do mandato, mas tenho certeza que nós, pessoas de bem, vamos lutar para ter um Brasil muito melhor do que peguei”, disse. “Vivo em uma prisão domiciliar, sem tornozeleira eletrônica. Mas tenho dentro do Alvorada uma família”.

 

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