Maia valida suspensões de bolsonaristas; Eduardo perde liderança

Com a decisão, passam a valer as punições a 14 parlamentares. Partido agora terá de escolher novo líder na Câmara. Joice está no páreo

Marcelo Camargo/Agência BrasilMarcelo Camargo/Agência Brasil

atualizado 10/12/2019 22:24

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), recebeu nesta terça-feira (10/12/2019) o ofício relativo às suspensões dos 14 parlamentares do PSL, decididas pela Executiva Nacional do partido.

Foram alvo de punição o deputado e agora ex-líder da sigla Eduardo Bolsonaro (12 meses); Bibo Nunes (12 meses); Alê Silva (12 meses); Bia Kicis (seis meses); Carla Zambelli (seis meses); Carlos Jordy (sete meses); Daniel Silveira (12 meses); e General Girão (três meses).

Outros parlamentares que também foram suspensos: Filipe Barros (seis meses); Junio Amaral (três meses); Luiz Philippe de Orleans e Bragança (três meses); Márcio Labre (seis meses); Sanderson (10 meses); e Major Vitor Hugo (sete meses). Foram advertidos os deputados Aline Sleutjes, Chris Tonietto, Helio Lopes e Coronel Armando.

Os deputados sancionados ficam afastados do exercício de liderança ou vice-liderança da sigla, além de serem impedidos de orientar a bancada em nome do PSL e de participar da escolha do novo líder de bancada.

Agora que a suspensão foi formalizada, deve haver uma reunião entre os parlamentares da sigla para definir um novo nome para substituir Eduardo Bolsonaro na liderança da legenda.

Um dos nomes que despontam como possibilidade para o cargo é o da deputada Joice Hasselmann (PSL-SP). A ideia de a ex-líder de governo assumir o posto, contudo, ainda não é uma unanimidade entre os colegas, mas é, até o momento, a única opção em campanha.

Outros congressistas evitam se candidatar à vaga devido à “instabilidade” que o partido vive desde que houve uma briga declarada entre o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), e o presidente da legenda, Luciano Bivar (PE). A troca de farpas resultou, inclusive, na saída do mandatário do Planalto da sigla para criar a própria no ano que vem: a Aliança pelo Brasil.

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