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O líder do PT na Câmara, deputado Carlos Zarattini (SP), reagiu nesta quarta-feira (6/9) ao depoimento do ex-ministro dos governos petistas Antonio Palocci, que incriminou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em ação sobre propinas da Odebrecht. Para Zarattini, Palocci não apresentou provas.

“É tudo um disse, disse. Se tiver alguma prova de que esses ‘disses’ estão gravados… Mas me parece que é muito difícil ter uma comprovação. Para condenar o Lula, vão ter que usar a teoria do domínio de fato, que vamos ter que aplicar aí para o Janot, que sabia que Miller negociava a delação com a JBS”, disse o deputado petista.

Zarattini se referia ao ex-procurador da República Marcelo Miller, que era um dos principais auxiliares do procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, na PGR, mas que deixou o órgão no início deste ano para virar advogado de escritório que atendia o grupo J&F. Coube a Miller, por exemplo, negociar o acordo de leniência do grupo.

Nesta semana, Janot determinou abertura de investigação para apurar irregularidades na delação do empresário Joesley Batista e mais dois delatores do grupo J&F: Ricardo Saud e Francisco de Assis Silva. A decisão foi tomada com base em áudio de conversa entre Joesley e Saud, que revela o que Janot chamou de indícios de “crimes gravíssimos” de Miller.
 

 

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