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Brasil

Menina estuprada pelo tio aceita proteção e terá nova identidade

Sob os cuidados da avó, a criança deixou o hospital em Recife após interromper a gravidez e tem paradeiro desconhecido

20/08/2020 14:22, atualizado 20/08/2020 15:05
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Menina estuprada pelo tio aceita proteção e terá nova identidade

A família da menina de 10 anos estuprada pelo tio aceitou participar do programa de apoio a vítimas de violência, que inclui mudança de endereço e de identidade, oferecido pelo governo do Espírito Santo.

Nessa quarta-feira (19/8), a família foi convidada a participar dos programas de Apoio e Proteção às Testemunhas, Vítimas e Familiares de Vítimas da Violência (Provita) e de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte (PPCAAM), ambos do Sistema Estadual de Proteção a Pessoas Ameaçadas, gerenciado pela Secretaria de Direitos Humanos do estado. Porém, a participação só poderia ocorrer com a confirmação de interesse da vítima.

Entre as possibilidades oferecidas pelo benefício, estão a troca de endereço, identidade e promoção da segurança da família e da criança. Porém, caberá à vítima escolher o que mais será preciso, devido ao tipo da agressão sofrida. Os programas têm duração de dois anos e podem ser renovados pelo mesmo período. Atualmente, a menina mora com a avó. Ela é órfã de mãe e o pai está preso.

A menina passou por um aborto no último fim de semana, após engravidar do tio. O procedimento foi feito em Recife (PE) após o hospital no Espírito Santo alegar motivos técnicos para não interromper a gravidez. Ela recebeu alta na manhã dessa quarta-feira (19/8) e, segundo a equipe médica, estava bem e feliz.

O paradeiro da menina, que chegou a ser perseguida e agredida verbalmente por grupos de religiosos contrários ao aborto, não foi informado.

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Integrantes do grupo católico Pró-Vida protestam em frente ao Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (Cisam), onde ficou internada a menina de 10 anos estuprada e grávida
Integrantes do grupo católico Pró-Vida protestam em frente ao Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (Cisam), onde ficou internada a menina de 10 anos estuprada e grávida
Cisam-UPE (Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros) na zona norte de Recife (PE)
Balões coloridos e cartazes de apoio deixados durante um ato realizado em frente ao Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (Cisam- UPE), na cidade de Recife
Médico Olímpio Barbosa de Moraes Filho, responsável pelo procedimento na menina de 10 anos, em Recife
Grupos antiaborto pressionaram a família de criança grávida após estupro
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Grupos antiaborto pressionaram a família de criança grávida após estupro

FILIPE JORDãO/JC IMAGEM/ESTADÃO CONTEÚDO
Integrantes do grupo católico Pró-Vida protestam em frente ao Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (Cisam), onde ficou internada a menina de 10 anos estuprada e grávida
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Integrantes do grupo católico Pró-Vida protestam em frente ao Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (Cisam), onde ficou internada a menina de 10 anos estuprada e grávida

ANDERSON NASCIMENTO/AGÊNCIA PIXEL PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Integrantes do grupo católico Pró-Vida protestam em frente ao Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (Cisam), onde ficou internada a menina de 10 anos estuprada e grávida
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Integrantes do grupo católico Pró-Vida protestam em frente ao Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (Cisam), onde ficou internada a menina de 10 anos estuprada e grávida

ANDERSON NASCIMENTO/AGÊNCIA PIXEL PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Cisam-UPE (Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros) na zona norte de Recife (PE)
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Cisam-UPE (Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros) na zona norte de Recife (PE)

YACY RIBEIRO/JC IMAGEM/ESTADÃO CONTEÚDO
Balões coloridos e cartazes de apoio deixados durante um ato realizado em frente ao Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (Cisam- UPE), na cidade de Recife
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Balões coloridos e cartazes de apoio deixados durante um ato realizado em frente ao Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (Cisam- UPE), na cidade de Recife

YACY RIBEIRO/JC IMAGEM/ESTADÃO CONTEÚDO
Médico Olímpio Barbosa de Moraes Filho, responsável pelo procedimento na menina de 10 anos, em Recife
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Médico Olímpio Barbosa de Moraes Filho, responsável pelo procedimento na menina de 10 anos, em Recife

Reprodução/ Globo News

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