PF rebate empresa grega e diz que enviou notificação sobre óleo

Os documentos tiveram como destino a Venezuela, de onde partiu o navio; Cingapura, que seria destino final, além de África do Sul e Nigéria

CARLOS EZEQUIEL VANNONI/AGÊNCIA PIXEL PRESS/ESTADÃO CONTEÚDOCARLOS EZEQUIEL VANNONI/AGÊNCIA PIXEL PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

atualizado 04/11/2019 17:38

Representante da Polícia Federal (PF), o delegado Franco Perazzoni contestou a alegação da empresa grega Delta Tankers, proprietária do navio petroleiro Bouboulina, de que não foi notificada pelas autoridades brasileiras. A embarcação é apontada pela PF e pelo Ministério Público Federal (MPF) como possível responsável pelos vazamentos de petróleo no Nordeste. Segundo Perazzoni, a corporação enviou pedidos de informações via Interpol.

Nesse domingo (03/11/3019), o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, já havia confirmado o envio da notificação. Os documentos tiveram como destino a Venezuela, de onde partiu o navio; Cingapura, para onde ele se dirigiu; África do Sul e Nigéria, por onde a embarcação passou.

Os investigadores querem saber quem era o comandante e quem compunha a tripulação. Também solicitam documentos que comprovem informações sobre a carga e o abastecimento, além de eventuais transferências de combustível para outras embarcações.

“Foi necessária a adoção de medidas de cooperação jurídica internacional para notificá-lá, via Interpol [polícia internacional]”, disse.

De acordo com Azevedo, foram levantados dados de localização e extensão da mancha original à Marinha do Brasil, “que concluiu que a única embarcação que poderia ter deixado a mancha foi o navio suspeito”.

O almirante Leonardo Puntel, responsável pelas operações, afirmou ainda que foram abertos pela Marinha dois inquéritos administrativos, um de punição ambiental e outro de fato de navegação, que, de acordo com ele, “efetivamente têm um poder de alcançar os responsáveis”. “Estamos aguardando o posicionamento da autoridade marítima grega”, declarou.

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