Irmãos e pais são os mais denunciados por agressão a deficientes

Disque 100 registrou 11,7 mil casos de agressões a deficientes ano passado. Parentes são os principais violadores

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atualizado 25/06/2019 13:43

Irmãos, pais, mães e filhos são os principais agressores de pessoas com deficiência. Cinco anos após a criação da primeira delegacia brasileira de polícia especializada no combate à violência contra este público, o país ainda enfrenta dificuldades para debelar as violações.

O mais recente boletim do Disque 100, canal de denúncias do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, mostra que somente no ano passado o Brasil teve 11,7 mil casos de agressões a deficientes.

O índice é 0,6% maior que o registrado em 2017. Apesar da leve alta, o que preocupa autoridades públicas é a continuidade da estatística. Em média, 32 pessoas foram vítimas de violência diariamente no ano passado.

O que mais chama a atenção no relatório é que os principais violadores desse público estão em casa. Irmãos, (19,6%), mães e pais (12,7%) e filhos (10%) lideram as denúncias de agressão e maus-tratos.

Em comunicado, a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, criticou a persistência dos números. “Muitos paradigmas já foram vencidos, porém a sociedade ainda precisa compreender melhor os assuntos relativos às pessoas com deficiência, tornando possível o total exercício das suas liberdades fundamentais com dignidade”, destacou.

O maior índice de violação foi em desfavor de pessoas com deficiência mental (64%), seguidos de deficiência física (19%), intelectual (7,9%), (4%) visual (4%) e auditiva (2,5%).

O ambiente infrafamiliar permanece como o principal local onde ocorrem as violações, a casa da vítima aparece com maior volume (74%), seguida da casa dos suspeitos (9%), outros locais (6,7%), rua (5%), órgãos públicos (3,4%) e hospitais (1,5%).

Para mitigar os casos, a intenção do governo federal é aumentar a rede de proteção. São Paulo foi a primeira cidade brasileira a ter uma delegacia especializada no combate deste crime. Além dela, existem unidades no DF, em Goiás, em Minas Gerais e no Ceará.

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