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O corpo de um bebê natimorto desapareceu dentro do Hospital Pasteur, no Méier, na Zona Norte do Rio, na manhã desta terça-feira (7/11). De acordo com Wanderson Nunes, pai da criança, o parto ocorreu na segunda (6), após a mãe do menino sentir fortes dores. No entanto, ao chegar no hospital para iniciar o processo de sepultamento do filho que morreu no útero, ele foi informado de que o corpo não estava mais lá.

“Cheguei por volta de 9h e, depois que pedi pelo meu filho, percebi uma movimentação estranha no hospital. Os funcionários andavam de um lado para o outro, não passavam informação. Fiquei mais de uma hora esperando até que a direção do hospital veio e me disse que não sabia onde estava o corpo do Kevin. Disseram que podia ter sido jogado fora ou levado por engano por outra funerária. Simplesmente não acreditei que isso pudesse ser possível”, contou, em entrevista ao Extra.

À publicação, ele também contou que a esposa chegou a pedir que a médica levasse o corpo da criança novamente ao quarto para que ela pudesse se despedir uma última vez. O pedido foi negado. “Acho que o corpo do meu filho foi vendido para estudo. Já ouvi histórias de coisas assim. Dizem que isso dá muito dinheiro. Acho que podem ter feito isso com o meu filho. Também comecei a achar que possa ter acontecido algum erro médico.”

O pai do menino registrou o crime na delegacia. “O Kevin não vai voltar, mas eles precisam pagar pelo sofrimento que estão fazendo a gente passar”, disse.

Na noite desta terça-feira (7), Wanderson e familiares prestaram depoimento. Em nota, o Hospital Pasteur lamentou o ocorrido e afirmou ter instaurado uma sindicância interna para apurar os fatos.

 

 

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