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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Edson Fachin foi sorteado relator da interpelação judicial do Estado do Rio contra o ministro da Justiça Torquato Jardim. O documento, assinado pelo procurador-geral do Estado, Leonardo Espíndola, questiona o chefe da pasta federal se ele tem provas de que políticos e comandantes de batalhões da Polícia Militar cariocas se associaram ao crime organizado.

Torquato afirmou que o governador Luiz Fernando Pezão e o secretário de Segurança Pública do Rio, Roberto Sá, não têm controle sobre a Polícia Militar do estado. Ambos rebateram a declaração. “Todo mundo sabe que o comando da PM no Rio é acertado com deputado estadual e o crime organizado”, afirmou o ministro.

Em resposta, o governo entrou com interpelação junto ao Supremo pedindo para que o ministro esclareça as acusações.

O procurador-geral do Estado, Leonardo Espíndola, diz estar claro que “o interpelado verbalizou acusações sobre o cometimento de crimes por parte de agentes públicos estaduais a partir de informações oficiais de inteligência do Ministério da Justiça e que, por força desta interpelação, merecem ser esclarecidas e comprovadas”.

Em outro trecho do documento encaminhado ao STF, Espíndola aponta a gravidade da declaração de Torquato Jardim. “Em resumo, o Interpelado, de modo incomum afirma que o governador do Rio de Janeiro, o secretário de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro, o chefe de Polícia, comandantes da Polícia Militar e deputados estaduais cometem crimes ou são lenientes com o seu cometimento. Isto é por demais grave e reclama providências, sendo esta interpelação uma delas”, diz.

 

 

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