Cidade de São Paulo tem aumento de 63% de enterros no mês de março

No pior momento da pandemia, a prefeitura da capital registrou quase 10 mil sepultamentos, praticamente dobrando o número de fevereiro

atualizado 01/04/2021 20:22

cemitério vila formosa sao pauloFábio Vieira/Metrópoles

São Paulo – A cidade de São Paulo registrou 9.728 sepultamentos em março, maior número desde o início da pandemia. O aumento em relação ao mês de fevereiro, quando 5.964 corpos foram enterrados, foi de 63%, segundo boletim da prefeitura.

Somente na quarta-feira (31/3), o município contabilizou 378 sepultamentos. Os números incluem cemitérios públicos e privados e cremações.

A Prefeitura de São Paulo não especifica, porém, a quantidade de sepultamentos de vítimas de Covid-19.

A capital paulista vive o pior momento da crise sanitária. Nesta quinta (1/4), a cidade chegou a 22.360 mortes causadas pelo novo coronavírus. Até o momento, estão confirmados 749.383 casos da doença.

Sem apresentar melhoria, a taxa de ocupação dos leitos de unidades de terapia intensiva (UTIs) é de 93%. As vagas de enfermaria estão com 86% do total preenchidos. Ao todo, 1.285 estão internadas em leitos de UTI, e 1.073, em enfermaria, informa a prefeitura.

Mês marcado por tragédias

Em março, São Paulo teve o primeiro caso de morte por falta de leito de UTI para Covid-19. Após recordes diários de vidas perdidas, o Cemitério da Vila Formosa abriu uma nova área de covas para comportar a chegada de novos corpos.

Na última semana de março, a prefeitura optou por realizar sepultamentos noturnos em quatro cemitérios – Vila Formosa, Vila Alpina, Vila Nova Cachoeirinha e São Luiz. Na necrópole da Cachoeirinha, aliás, os enterros foram suspensos desde essa quarta por falta de vagas de sepultura.

Na tentativa de agilizar o serviço funerário, a gestão municipal contratou 50 vans escolares para fazerem o transporte de corpos de vítimas de Covid-19. A medida deve valer até o final de abril.

A cidade de São Paulo, bem como o estado, está na fase emergencial do Plano São Paulo até 11 de abril. Até lá, atividades não essenciais, como bares, restaurantes e comércio, sofrem restrições para frear o avanço da doença.

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