Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Brasil

Brasil teve 140 assassinatos de transexuais em 2021; SP lidera lista

São Paulo teve 25 mortes no ano passado, segundo relatório da Antra. Neste sábado (29/1) é celebrado Dia Nacional da Visibilidade Trans

28/01/2022 15:31, atualizado 28/01/2022 16:00
Getty Images
Pessoa branca segurando bandeira rosa, azul e branca, cores que representam a transexualidade

São Paulo – O Brasil terminou 2021 com 140 assassinatos de pessoas transgênero e transexuais. É o que consta no relatório da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) divulgado nesta sexta (28/1).

A pesquisa mostra que, no ano passado, 135 travestis e mulheres transexuais e cinco homens trans foram mortos no país. São Paulo foi o estado que mais matou este grupo no país, com 25 assassinatos de trans. É o terceiro ano consecutivo que SP lidera o ranking.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

Em 2020, haviam sido registrados 175 assassinatos em todo o país. A Antra afirma, no estudo, que “não há uma resposta” para o quadro, e destaca que “isso não se reflete exatamente em uma queda na violência ou no número dos assassinatos contra pessoas trans em geral.

“Em 2021, o Brasil seguiu sem qualquer ação do estado para enfrentar a violência transfóbica e permaneceu como o que mais assassina pessoas trans do mundo pelo 13º ano consecutivo”, diz o estudo.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles
Brasil teve 140 assassinatos de transexuais em 2021; SP lidera lista - destaque galeria
6 imagens
SP lidera como o estado com mais assassinatos
O mês não foi escolhido por acaso. No dia 28 de junho de 1696, a comunidade LGBTQIA+ sofreu uma abordagem policial violenta no bar Stonewall Inn, em Nova York, nos Estados Unidos
Parada LGBT reúne multidão em Brasília
Parada LGBTQI+ de São Paulo será adiada devido a coronavírus
Parada Gay em Brasília
Estudo mostra os estados que mais matam transexuais no Brasil
1 de 6

Estudo mostra os estados que mais matam transexuais no Brasil

Giovanna Bembom/Metrópoles
SP lidera como o estado com mais assassinatos
2 de 6

SP lidera como o estado com mais assassinatos

Reprodução/Globonews
O mês não foi escolhido por acaso. No dia 28 de junho de 1696, a comunidade LGBTQIA+ sofreu uma abordagem policial violenta no bar Stonewall Inn, em Nova York, nos Estados Unidos
3 de 6

O mês não foi escolhido por acaso. No dia 28 de junho de 1696, a comunidade LGBTQIA+ sofreu uma abordagem policial violenta no bar Stonewall Inn, em Nova York, nos Estados Unidos

André Borges/Esp. Metrópoles
Parada LGBT reúne multidão em Brasília
4 de 6

Parada LGBT reúne multidão em Brasília

André Borges/Esp. Metrópoles
Parada LGBTQI+ de São Paulo será adiada devido a coronavírus
5 de 6

Parada LGBTQI+ de São Paulo será adiada devido a coronavírus

Getty Images/ Divulgação
Parada Gay em Brasília
6 de 6

Parada Gay em Brasília

Giovanna Bembom/Metrópoles

Bahia e Rio

Em segundo lugar, está a Bahia, que teve 13 assassinatos de pessoas trans, seguido do Rio de Janeiro, com 12 casos. Em 2020, São Paulo registrou 29 homicídios de pessoas trans, e em 2019 o número foi de 21.

No país, os meses com maior quantidade de assassinatos de pessoas trans foram abril e agosto, com 19 casos em cada mês, seguido de janeiro e março, com 15 mortes cada.

Os dados foram apresentados nesta sexta-feira (28/1) no 2° Seminário sobre Saúde, Trabalho, Direitos e Inclusão Social da População Trans, organizado pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) no Brasil. Neste sábado (29/1), é celebrado o Dia Nacional da Visibilidade Trans.

Veja o ranking por estado:

1º São Paulo – 25 casos
2º Bahia – 13 casos
3º Rio de Janeiro – 12 casos
4º Ceará e Pernambuco – 11 casos cada
6º Minas Gerais – 9 casos
7º Goiás e Paraná – 7 casos cada
9º Pará – 6 casos
10º Amazonas, Maranhão e Rio Grande do Sul – 4 casos cada
13º Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso – 3 casos cada
16º Alagoas, Amapá, Paraíba, Piauí e o Distrito Federal – 2 casos cada
21º Acre, Rio Grande do Norte, Rondônia e Sergipe – 1 caso cada
25º Roraima e Tocantins – nenhum caso