Travou: Sabatina de Messias ao Supremo fica para 2026

Líder do governo, senador Randolfe, confirma que prazo curto torna votação inviável ainda este ano. Messias ganha tempo para “beija-mão

atualizado

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Jorge Messias Lula
1 de 1 Jorge Messias Lula - Foto: Reprodução / Redes sociais

A aguardada sabatina de Jorge Messias, indicado pelo presidente Lula para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), não acontecerá mais este ano. Em meio a um cenário de tensão velada entre o Executivo e o Legislativo, a confirmação do nome do Advogado-Geral da União ficará para 2026. O adiamento é resultado direto de manobras políticas lideradas pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que impôs um “freio” no processo.

O Embate nos Bastidores

A indicação de Messias, embora oficializada pelo presidente Lula no Diário Oficial, encontrou barreiras no Senado. Davi Alcolumbre alegou não ter recebido a documentação formal necessária para dar andamento ao rito, criando um impasse.

A demora no envio da documentação por parte do governo foi, na verdade, uma estratégia deliberada, avalia Ricardo Noblat. O objetivo seria ganhar tempo para que Messias realizasse o tradicional “beija-mão” — o rito de visitar gabinetes, conversar com senadores e angariar os votos necessários, uma espécie de “pré-sabatina” individual. Alcolumbre, por sua vez, tentou acelerar a marcação da data justamente para encurtar essa janela de articulação política do indicado de Lula.

Lula Nega Crise, Mas Critica o Orçamento

Apesar do travamento na pauta do STF, o presidente Lula negou publicamente a existência de uma crise institucional com o Senado. Em declaração recente, Lula afirmou: “Vocês acham que nós do governo temos algum problema contra o Congresso Nacional? A gente não tem”

No entanto, o presidente não poupou críticas ao modelo atual de distribuição de recursos, classificando o controle de 50% do orçamento da União pelo Congresso, através das emendas impositivas, como um “grave erro histórico”.

A Confirmação do Adiamento

O senador Randolfe Rodrigues, líder do governo, confirmou a inviabilidade da votação ainda em 2025. Segundo o senador, a suspensão da data por Alcolumbre, somada à ausência de encaminhamento formal e ao prazo exíguo até o recesso parlamentar, tornou a sabatina impraticável este ano. “É um tema que vamos tratar no ano que vem”, sentenciou Rodrigues.

Messias Tenta Agradar o Senado

Em um movimento para conquistar a simpatia dos parlamentares, Jorge Messias chegou a solicitar ao ministro Gilmar Mendes que reconsiderasse a decisão que limitava quem poderia pedir o impeachment de ministros do Supremo. A atitude foi lida como uma tentativa de fazer “média” com a classe política, mas o pedido foi negado por Gilmar Mendes, que considerou o pleito sem cabimento.

O Saldo Político

Ironicamente, o adiamento forçado por Alcolumbre pode acabar beneficiando o Palácio do Planalto. Com a sabatina jogada para 2026, Jorge Messias ganha uma sobrevida valiosa para articular apoios e garantir sua aprovação, transformando o “atraso” em uma oportunidade estratégica para consolidar seu nome entre os senadores.

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