Deputado Luis Miranda pede socorro à CPI para não ser cassado

O desespero dele é sinal de que não gravou sua conversa com Bolsonaro sobre a compra da vacina indiana Covaxin

atualizado 21/09/2021 16:31

Deputado Luis Miranda, do DEM do Distrito Federal, durante coletiva após depor na sede da Polícia Federal, em Brasília 2 Gustavo Moreno/Especial Metrópoles

Senadores da CPI da Covid 19 receberam, ontem, um pedido de socorro do deputado Luis Miranda (DEM-DF), que teme ser cassado por ter denunciado corrupção na compra que acabou cancelada de lotes da vacina indiana Covaxin.

O PTB do ex-deputado Roberto Jefferson, preso por manifestações hostis à democracia e insultos a ministros do Supremo Tribunal Federal, pediu ao Conselho de Ética da Câmara que processasse Miranda por quebra do decoro parlamentar.

Acusou-o de “aliar-se a pessoas e utilizar situação de perigo circunstanciada pela pandemia mundial da Covid-19, a fim de criar uma narrativa com o objetivo de prejudicar o presidente da República, Jair Messias Bolsonaro”.

Miranda disse à CPI que contou a Bolsonaro, em encontro no Palácio da Alvorada, tudo o que se passava no Ministério da Saúde a respeito de uma possível compra superfaturada da vacina. E que o presidente respondeu que tomaria providências, e não tomou.

Hoje, o relator do seu caso no Conselho de Ética, deputado Gilberto Abramo (Republicanos-MG), apresentará seu parecer, que pode ser pela cassação. Se for e se o Conselho aprovar, o parecer será remetido para votação no plenário.

Miranda deu a entender à CPI que gravou sua conversa com Bolsonaro. Se fosse verdade, bastaria que ele revelasse a gravação para escapar de perder o mandato. A acusação feita pelo PT então cairia por terra.

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