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CPI da roubalheira no Ministério da Educação sobe no telhado

Ou ela desce dali em agosto e começa a funcionar ou acabará engavetada

atualizado 04/07/2022 9:21

Rodrigo Pacheco, presidente do Senado - Metrópoles Rafaela Felicciano/Metrópoles

Governo não pode tudo, mas pode muito. Para que fosse criada no Senado, a CPI da roubalheira na Educação precisava da assinatura de 27 senadores – conseguiu de 32 e tem mais uma de reserva.

E, no entanto, poderá não ser instalada tão cedo, ou talvez só no próximo ano. Antes disso, ela produziria barulho e estragos na imagem já debilitada do governo a três meses das eleições.

Conspiram contra a CPI Bolsonaro, Rodrigo “Pirilampo” Pacheco (PSD-MG) presidente do Senado e David Alcolumbre (União-Brasil-AP), que antecedeu Pirilampo no cargo.

Alcolumbre presidiu o Senado de 2019 a 2021. Para ajudar a eleger Pirilampo, o acende, apaga, acende, apaga, acertou com ele e com Bolsonaro que mandaria no Orçamento Secreto dos senadores.

Dentro do governo, não se libera dinheiro para pagamento de emendas de senadores ao orçamento sem o aval de Alcolumbre. Ele pode estar mal no Amapá, mas em Brasília continua bem.

Pressionado por Bolsonaro, a quem deve seu mandato e outros favores, junto com Pirilampo e o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), Alcolumbre age para enterrar a CPI.

Pirilampo comprometeu-se com a oposição de ler amanhã o requerimento de criação da CPI (acendeu). Agora, fala em consultar antes o colégio de líderes de partidos (apagou).

É ali que se travará a batalha decisiva para a sorte da CPI. Ou ela começa a funcionar em agosto ou corre o risco de acabar engavetada.

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