Bolsonaro e Dudu Tarifaço são cartas fora do baralho de Trump

É a Venezuela, não o Brasil, o alvo preferencial no continente do presidente americano

atualizado

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Divulgação/Ministério das Relações Exteriores
Imagem colorida mostra o ministro Mauro Vieira e Marco Rubio - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida mostra o ministro Mauro Vieira e Marco Rubio - Metrópoles - Foto: Divulgação/Ministério das Relações Exteriores

O nome de Bolsonaro não foi mencionado uma só vez pelo presidente Donald Trump quando ele telefonou para Lula no último dia 6. Nem ontem durante o encontro na Casa Branca entre o Secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, e o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira.

Na véspera, o deputado federal Eduardo Bolsonaro reuniu-se na Casa Branca com assessores de Rubio para “atualizá-los” sobre o que acontece no Brasil. Contou-lhes que Lula, e não a direita, é quem tem se beneficiado com a melhoria das relações entre os dois governos. E que aumentaram as chances de Lula se reeleger.

Nada que os assessores, o próprio Rubio e Trump ignorassem. No momento, Bolsonaro e o desempenho da direita brasileira nas eleições de 2026 não são o que mais importam ao governo americano. Importa fazer negócios e tirar vantagens do tarifaço. Mais adiante, se for o caso, Trump poderá ajudar a direita.

Foi por dar ouvidos a Dudu Tarifaço que Rubio e Trump embarcaram na aventura de tentar salvar Bolsonaro antes de ele ser condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de estado. Aplicaram absurdas sanções a ministros do Supremo Tribunal Federal e a seus familiares. De nada adiantou.

Aprenderam com a lição? Talvez sim, talvez não. Mas o principal alvo deles no continente americano passou a ser a Venezuela e o regime autoritário de Nicolás Maduro. Há tropas embarcadas em navios nas proximidades da Venezuela. Trump ordenou à CIA o início de ações de sabotagem para derrubar o governo de Maduro.

O Brasil é muito grande e complexo para que Trump pense em invadi-lo. De resto, as reservas de petróleo da Venezuela são as maiores do mundo, estimadas em cerca de 303,8 bilhões de barris. A maior parte dessas reservas (aproximadamente 90%) está concentrada no Cinturão Petrolífero do Orinoco.

Não se deve a Trump a recuperação da popularidade de Lula e o seu retorno à condição de favorito para vencer daqui a menos de um ano qualquer nome da direita, mas a Bolsonaro e ao que seu filho Zero Três tem feito de errado nos Estados Unidos. Eduardo fez o que fez e continua fazendo autorizado pelo pai.

Por que Eduardo não se cala? Porque Bolsonaro não manda que se cale. A direita, aqui, sabe disso, mas finge não saber.

 

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