Alexandre de Moraes põe na berlinda o ministro da Justiça e a PF

E aperta um pouco mais o cerco a Bolsonaro, desta vez por vazar inquérito sigiloso

atualizado

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Daniel Ferreira/ Metrópoles
Alexandre de Moraes
1 de 1 Alexandre de Moraes - Foto: Daniel Ferreira/ Metrópoles

Jair Bolsonaro, que segundo Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara, aceitaria qualquer decisão dos deputados sobre o voto impresso, entrou por uma perna de pinto e saiu por uma perna de pato. Era só brincadeira de moleque para enganar os bobos.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, não gostou. E aproveitou a ocasião para mandá-lo ser investigado pela quarta vez em menos de duas semanas – agora por vazamento de inquérito sigiloso da Polícia Federal.

Se for sigiloso, um inquérito não pode se tornar público, mas foi o que fez o presidente da República com a investigação sobre um ataque de hackers ao sistema interno do Tribunal Superior Eleitoral ocorrido em 2018. E, pior: mentiu a respeito.

Por qual motivo Bolsonaro deu publicidade ao inquérito? Segundo Alexandre, com o de “expandir a narrativa fraudulenta que se estabelece contra o processo eleitoral brasileiro”, e assim “tumultuá-lo, dificultá-lo, frustrá-lo ou impedi-lo”.

Bolsonaro já é investigado por suposta interferência na Polícia Federal, suposta prevaricação na tentativa de compra da vacina indiana Covaxin e por ataques ao sistema eleitoral brasileiro e a ministros do Supremo e do Tribunal Superior Eleitoral.

A apuração sobre o eventual novo crime cometido por ele inclui também o delegado da Polícia Federal Victor Neves Feitosa Campos, que ao que tudo indica teria sido o primeiro a quebrar o sigilo do inquérito; e o ministro da Justiça, Anderson Torres.

No caso do ministro, no último dia 29, em live de Bolsonaro nas redes sociais, ele apareceu ao lado do presidente tentando tirar a credibilidade do sistema de votação eletrônica. Segundo Alexandre, isso pode configurar propaganda eleitoral antecipada.

Quem sai na chuva é para se molhar. Torres já foi ouvido pelo corregedor do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Luiz Felipe Salomão, a respeito de ataques de Bolsonaro ao voto eletrônico e admitiu não existirem provas de que ele seja inseguro.

Por sua vez, o ministro Dias Toffoli, do Supremo, cobrou que a Procuradoria-Geral da República se manifeste sobre a conduta de Bolsonaro nos ataques contra as urnas eletrônicas. A procuradoria vê ou não indícios de crime por parte do presidente?

Sob o comando de Augusto Aras, a procuradoria é incapaz de ver qualquer coisa que possa complicar a vida de Bolsonaro.

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