Conheça a Flor da Vida: o movimento sagrado de Deus

Não apenas o que há na forma material, como também emoções, pensamentos, músicas e absolutamente tudo advém dessa força elementar

atualizado 20/04/2018 10:07

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A geometria purifica o olho da alma, pois é somente através dela que contemplamos a verdade

Platão

Tudo o que existe é energia, já estamos cansados de saber. Independentemente de acreditar apenas em Jesus, Maomé, Buda ou em nenhuma divindade, é impossível questionar esse fato comprovado cientificamente – apesar de que, se raciocinarmos um pouco, chegaremos a essa conclusão.

A energia é expressa através da vibração – exprimida, por sua vez, por meio de frequências, cuja expressão se dá pelos números, que podem ser organizados em formas geométricas e padrões, também conhecidos como geometria sagrada.

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Tudo o que existe no universo se forma através desse padrão geométrico, chamado a Flor da Vida – o movimento sagrado de Deus. Não apenas tudo o que há na forma material, como também emoções, pensamentos, músicas e absolutamente tudo advém dele.

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Apesar de o símbolo da Flor da Vida estar presente em muitas religiões e culturas, acredita-se que tenha surgido no antigo Egito. Ele conceitua a vida como um processo no tempo. É quando Deus desperta a sua vontade e se torna o criador de tudo o que há.

Para os egípcios, os movimentos de Deus começam em um ponto conceitual: o Olho de Hórus (veja abaixo), de onde surge a Flor da Vida, cujo fruto é o universo – a criação.

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O ponto é referência para saber que existe o movimento e nele começa a sua geometria sagrada. Dali, Deus cria o primeiro espaço virtual do universo. Faz isso projetando-se para fora, como um ponto repetindo-se em linha reta: é a forma masculina – o Deus Pai, que manifesta sua sabedoria e energia.

Sua vontade ativa é transformada por Deus Mãe – a substância infinita –, que gera em seu interior uma resposta: o Deus Filho, quem então regressa com a percepção de um plano virtual reconhecido.

Os egípcios entendem a trindade como um processo simultâneo e equilátero de dados enviados, recebidos e conscientizados. Por isso, o triângulo equilátero é a base do tetraedro (imagem em destaque), o primeiro sólido puro, a forma primária e masculina de tudo o que foi criado.

O processo se multiplica no tempo e no espaço, para frente e para trás, para cima e para baixo, à direita e à esquerda. Ao girar esse volume a partir de um ponto de partida, de forma simultânea, constrói-se a esfera, o princípio feminino. Um espaço passivo, sem tensões, com todos os pontos ligados ao centro, ao Olho de Hórus.

A esfera é a placenta que contém tudo: a substância de todas as formas e volumes. É uma expressão de unidade, de totalidade e de integridade.

Nenhum dos pontos da superfície é mais importante que o outro, e chega-se a todos da mesma forma: desde o seu centro de força e energia originária.

Átomos, células, sementes, planetas e sóis: todos fazem eco a essa forma de unidade e potencialidade.

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A primeira esfera virtual contém os cinco modelos de poliedros regulares, com todos os seus lados e ângulos iguais, chamados de sólidos platônicos, em homenagem a Platão, que aprendeu sobre a Flor da Vida com os mestres egípcios.

Eles são a base, os tijolos sobre os quais o universo foi construído. Simbolizam os cinco elementos da natureza: o fogo, a terra, o ar, o éter (ou espírito) e a água.

Assim, Deus compreendeu, criou e percebeu, desde o seu centro de força e energia, o primeiro espaço finito, que simboliza a terra dentro do espaço infinito, símbolo do céu.

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Quando se repetem os movimentos do ponto central, criam-se outras esferas. Na interseção entre elas, gera-se o que é chamado de Vescica Piscis, símbolo do verbo divino, ou o primeiro som do universo.

Os egípcios acreditavam que do seu interior surgiram os números, os sete sons fundamentais, as letras e toda a sabedoria da criação. Tem a mesma forma do olho e da boca dos humanos e, em seu interior, cabem exatamente dois triângulos equiláteros que, ao estarem contidos no retângulo, são a base da proporção áurea, a razão divina.

Essa proporção era utilizada em templos, como o de Osirion, para relacionar as três dimensões entre si e com a natureza.

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Daí derivam todas as relações matemáticas fundamentais e os números importantes, como o pi. Simboliza também a visão compartilhada, o entendimento mútuo entre indivíduos iguais.

O Vescica Piscis é o espaço compartilhado, a interseção entre a esfera inicial e a nova, gerada da sua borda. A partir dela repetem-se sucessivamente os movimentos em direção à borda exterior, para gerar uma nova esfera.

Cada uma delas é uma nova dimensão, um novo som na escala musical, uma nova cor na escala cromática.

Assim, chega-se à última esfera e completa-se o primeiro ciclo, formando-se a semente da vida.

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Sete esferas, sete dias da criação, sete notas musicais, sete cores espectrais, sete chacras, sete músculos do coração, sete sistemas de glândula endócrinas.

Esse padrão geométrico repete-se infinitamente em espiral, pois é a base de tudo o que há e serve como princípio de que tudo é uma coisa só

A Flor da Vida revela estar tudo conectado, inseparável e único, e nos permite compreender as bases sagradas de toda a criação.

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