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A Polícia Federal no Distrito Federal deflagrou nesta sexta-feira (16/9) a Operação Patrocínio, com o objetivo de identificar uma organização criminosa que movimentou de forma suspeita mais de R$ 500 mil da Caixa Econômica Federal, entre outubro de 2012 e abril de 2013, na conta de um servidor público do DF. O caso foi denunciado à PF pela agência bancária. A ação foi coordenada pelo Grupo de Repressão a Crimes Cibernéticos (GRCC) e terá novas fases. A vítima ainda não recuperou a quantia desviada.

Foram cumpridos 13 mandados de busca apreensão. Dez no Distrito Federal, dois em Goiás e um em São Paulo. As buscas foram feitas nas residências nos suspeitos e em sedes de empresas que atuavam no esquema. Ao todo, participaram da operação cerca de 60 policiais federais.

“Verificamos que o valor desviado da vítima foi transferido para contas de laranjas e até mesmo dos investigados. Os suspeitos possuem perfis diversos. São advogados, empresários, servidores e bancários. Para fazer uma fraude nessa proporção, consideramos que se trata de uma organização criminosa. Cada integrante tinha uma função definida”, explicou o delegado Stenio Santos Sousa, coordenador da operação.

A demora para deflagrar a ação, segundo o delegado, se justifica pela complexidade do caso e pela grande quantidade de diligências realizadas. “Só nessa primeira fase, conseguimos identificar, ao menos, 20 pessoas que estariam envolvidas. Acreditamos que esse número possa aumentar. Até o momento, investigamos apenas este caso, os do R$ 500 mil, o objetivo é ampliar as apurações e verificar se o mesmo grupo fez outras operações antes e após 2013”, explicou Sousa.

PF/ Divulgação

Parte do material apreendido

 

Os suspeitos terão que prestar esclarecimentos sobre as transferências ilícitas que receberam nas contas, assim como sobre a invasão de uma conta bancária realizada por meio de acessos ilícitos ao Internet Banking da Caixa Econômica Federal.

Durante a operação foram apreendidos notebooks, smartphones, pen drives, tablets, HDs externos, cartões de memória entre outros equipamentos e documentos que apontam a relação entre os envolvidos na fraude. Todo o material recolhido passará por exame pericial nas unidades da PF responsáveis pela execução das buscas domiciliares.

Os responsáveis pelos crimes deverão responder por furto qualificado pela fraude, pela participação em organização criminosa e, eventualmente, pela quebra do sigilo bancário, ocorrido quando há invasão nas contas da Caixa. As penas somadas por esses crimes podem chegar a 20 anos de prisão e multa, além da obrigação de devolver todo o dinheiro recebido indevidamente.

O nome Patrocínio foi devido ao fato de que a PF verificou que algumas pessoas estavam patrocinando outra. Como no caso de um pai que dava dinheiro ao filho. 

 


 

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