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Enviadas especiais a Chapecó (SC) — As macas antes usadas para fisioterapia e massagens, agora recebem familiares dos jogadores, comissão técnica e jornalistas mortos na tragédia aérea da última terça-feira (29/11). A Chapecoense preparou a Arena Condá com cerca de 10 médicos de plantão, além de enfermeiros e psicólogos. Eles estão a postos para atender os parentes das vítimas que, muito abalados, esperam angustiantemente pela chegada dos corpos que ainda estão na Colômbia, local do acidente.

Uma ambulância também está estacionada 24 horas no gramado do estádio. Nesta quarta-feira (30), precisou sair às pressas para atender a mãe do preparador físico Anderson Paixão, que desmaiou, ainda tentando lidar com a morte do filho na tragédia. Nas macas dentro da arena, muitos pais e esposas já precisaram usar o oxigênio e a medicação disponível para pressão alta e problemas de coração.

A Arena Condá se transformou em um abrigo seguro para os familiares. É aqui que os parentes passam dias e noites em vigília, atrás de notícias e até mesmo de apoio enquanto os corpos não desembarcam no Brasil. Viúvas conversam entre si tentando entender conjuntamente como enfrentar esse momento complicado, órfãos lamentam a morte prematura dos pais.

Uma psicóloga, que não quis se identificar por ética profissional, disse à reportagem do Metrópoles que nesse momento todo suporte é valioso na luta pela aceitação da tragédia e ainda para que as famílias possam superar o trauma futuramente, assim seguindo com suas vidas. “Muitos chegam calados, outros com necessidade de conversar com alguém. Mas nada será superado rápido e facilmente”, declarou.

 


 

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