Solta muito pum? Seis maneiras de reduzir a flatulência

Saiba como reverter o quadro para evitar constrangimentos

atualizado 15/08/2022 22:15

Getty Images

Embora possa parecer embaraçoso, soltar pum é algo totalmente normal. Os gases se formam a partir da fermentação de bactérias no nosso intestino e costumam visitar uma pessoa de 14 a 23 vezes por dia.

Porém, se isso tem acontecido com você em uma frequência maior e sintomas como dor, distensão, diarreia ou constipação viraram rotina, algo em seu organismo não vai bem.

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Essa desordem pode ocorrer por meio de uma dieta equivocada ou até mesmo de problemas de saúde graves. Por isso, é necessário investigar o quadro.

A seguir, veja cinco maneiras de evitar a flatulência:

1. Corte laticínios

Alguns alimentos produzem mais gases em relação a outros. Isso ocorre porque, quando alguns carboidratos fermentáveis são digeridos no intestino delgado, são decompostos por bactérias. Alguns exemplos desses alimentos são feijões, vegetais como brócolis, couve e repolho, laticínios, frutas como pêras e maçãs, além de temperos como alho.

Determinadas pessoas podem ser mais sensíveis do que outras e, para evitar embaraços, basta identificar esses alimentos e limitar o consumo. Outra solução pode ser a ingestão de enzimas digestivas que ajudam a digerir melhor esses alimentos, evitando a fermentação bacteriana excessiva.

2. Evite engolir ar

Nós podemos engolir ar ao falar, comer e beber — e isso pode resultar em flatulências. A maior parte desse ar se transforma em arrotos, mas pode ocorrer de alguns resquícios viajarem pelo trato gastrointestinal e aumentar a frequência de puns. Para solucionar isso, evite comer rápido, mascar chicletes ou ingerir bebidas gasosas.

3. Investigue se você tem intolerância à lactose

Quem possui intolerância não digere bem o carboidrato do leite, a lactose. Ingerir a substância pode acarretar alguns constrangimentos e até dor de barriga. Bastam 30 minutos para que sintomas como inchaços, gases, dor de barriga, dor de cabeça e outros surjam. Se houver intolerância, o ideal é se abster do consumo de laticínios que contêm a substância.

4. Procure o diagnóstico de síndrome do intestino irritável

Esse distúrbio gastrointestinal afeta principalmente o intestino grosso, atrapalhando também a digestão. Alguns sintomas comuns são dor abdominal, inchaço, flatulência diarreia, constipação e outros. A síndrome não tem cura, mas pode melhorar com a ingestão de fibras.

5. Busque um possível supercrescimento bacteriano do intestino delgado (SIBO)

Quando há uma migração de bactérias do intestino grosso para o intestino delgado, há um desequilíbrio nesse microbioma, alterando a saúde intestinal. Além de gases, a SIBO inclui fadiga, indigestão, gases, distensão, dor abdominal e constipação. São necessários antibióticos para tratar. Ainda vale reduzir a ingestão de alimentos altamente fermentativos.

6. Trate a constipação

Conhecida também como intestino preso. Se você teve mudança na sua frequência de evacuação ou sente muita dor, ressecamento e complicações ao ir ao banheiro, você provavelmente está sofrendo desse quadro. A constipação faz com que as fezes circulem no trato gastrointestinal, aumentando a produção de gases. Estilo de vida saudável e adaptações na dieta podem aliviar essa situação. Se for um problema crônico, é necessário consultar um médico para resolver o problema.

(*) Thaiz Brito é nutricionista pós-graduanda em Nutrição Esportiva Clínica

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