Projeto fotográfico mostra como é a alimentação de crianças pelo mundo

Com Daily Bread, o fotógrafo norte-americano Gregg Segal explicita como a cultura dos países influencia no cardápio dos pequenos

atualizado 28/09/2018 16:28

Gregg Segal/Daily Bread/Divulgação

Pratos típicos, embalagens industrializadas, frutas, vegetais e uma criança: tudo isso se junta às composições do fotógrafo Gregg Segal para o projeto Daily Bread. A ideia consiste em registrar como a cultura de cada país aparece no prato dos garotos e garotas ao redor do mundo. Segundo ele, a motivação é mostrar a diferença entre comunidades que prezam pela alimentação livre de alimentos ultraprocessados e junk food — os grandes vilões associados à obesidade, hipertensão e diabetes.

Em lugares como Estados Unidos, onde o fast food é mais barato que comidas saudáveis, é comum as pessoas mais pobres terem uma alimentação pior. Ou seja, embaladas e cheias de conservantes. Inspiração para o projeto, um estudo de 2015 da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, revelou que entre os 10 países com dietas mais sadias, nove são da África. Nesses locais, as classes menos favorecidas têm mais acesso aos produtos frescos.

Gregg foi a continentes como África, Ásia, Europa e América do Sul para produzir os registros, que resultarão em um livro no próximo ano. O artista passou com o projeto pelo Brasil em agosto, quando fez retratos das crianças Ademilson, Davi e Watakanih. Os três, inclusive, foram feitos em Brasília. Pelo Instagram, o fotógrafo compartilhou um pouco da história de cada personagem.

Gregg Segal/Daily Bread/Divulgação
O dia de Ademilson é dividido entre a escola pela manhã e agricultura à tarde; ele ajuda o pai a colher mandioca, um alimento básico de sua dieta simples e limpa, livre de produtos processados ​​e embalados.”

 

Gregg Segal/Daily Bread/Divulgação
“Davi com a comida que comeu em uma semana e sua pipa. O conjunto é feito a partir de materiais coletados da favela Chácara Santa Luzia, em Brasília, onde moram Davi e sua família, uma comunidade de mais de 12 mil pessoas sem água potável, rede elétrica ou de esgoto.”

 

Gregg Segal/Daily Bread/Divulgação
“Watakanih com o que ela comeu em uma semana: peixe do rio Suiamissa, tapioca e frutas – e muito pouco mais. Não há alimentos embalados [e] processados. Preocupada com a extinção de sua língua nativa, Arawaki (apenas sete falantes fluentes permanecem), a mãe de Kawakanih criou sua filha em isolamento daqueles que não falavam o idioma nos primeiros seis anos de sua vida. Kawakanih é a primeira criança a ser formada falando Arawaki desde a década de 1940!”

Confira mais fotos na galeria:

0

Últimas notícias