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Colorimetria capilar: como descobrir a cor perfeita para o seu cabelo?

O Metrópoles conversou com Nataly Munhoz. Colorista, ela ensinou dicas infalíveis para não errar na hora de escolher o tom

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Colorometria capilar
1 de 1 Colorometria capilar - Foto: null

Não é todo mundo que combina com todas as cores de cabelo. Por isso, antes de pintar as madeixas, vale fazer uma análise de colorimetria . A técnica se baseia em alguns fatores, como a cor dos fios naturais, o tom da pele e a tonalidade dos olhos, para identificar o tom capilar ideal para cada pessoa.

Tendência no mundo da moda e da beleza, a colorimetria é um jeito de medir a cor certa de acordo com as características únicas de cada indivíduo. A ciência da teoria das cores é aplicada em diversas áreas da arte também.

Porém, antes de entrar no mérito dos tons, é preciso começar da origem de cada um. De acordo com a hairstylist especializada em colorimetria Nataly Munhoz, a cor natural do cabelo, vista pelos nossos olhos, é formada pelos pigmentos contidos no córtex capilar, conhecidos como melanina.

“O tom de cabelo é caracterizado por apenas dois tipos de melanina, chamadas eumelaninas e feomelaninas. As eumelaninas são os pigmentos marrom escuro e preto. Já as feomelaninas são os tons vermelhos e loiros. As cores de cabelo são diferentes justamente por causa da combinação desses dois tipos de estrutura”, explica.

As leis da colorimetria têm como base as cores primárias (azul, amarelo e vermelho). Delas, se formam as cores complementares, que são a mistura de duas cores primárias em proporções iguais (verde, laranja e violeta). Juntas, essas seis cores formam o preto. “A cor marrom, por exemplo, é formada por duas partes de amarelo, duas de vermelho e uma de azul”, esclarece a profissional.

Estrela de Oswald, colorometria
A estrela de Oswald é utilizada para entender a base da colorimetria

Qual o objetivo da colorimetria capilar?

Além da cor natural do cabelo e da fórmula da tinta, o profissional colorimetrista vai pensar na cor base pretendida e na tabela de altura dos tons, uma escala que ajuda a determinar se o tom das mechas é mais claro ou escuro, em uma tonalidade alcançada de forma natural ou por meio de coloração.

“Outro fator que também pode ser considerado na colorimetria capilar são as nuances e os reflexos. Afinal, faz bastante diferença um cabelo preto com reflexos azulados ou acobreados, né? Essa técnica é capaz de prever o resultado da aplicação de uma certa tinta no cabelo e, ainda, qual a melhor aposta para certos tons de pele”, afirma Nataly.

A técnica na prática

O fundo de clareamento é o que vai dar a resposta para o tom que a pessoa deseja. “A descoloração acontece exatamente em uma sequência gradativa: vermelho, vermelho alaranjado, alaranjado, alaranjado amarelo, amarelo, amarelo claro e amarelo claríssimo. Partindo daí, é preciso analisar qual fundo de clareamento a pessoa tem e qual neutralizador deve ser usado para atingir a cor escolhida”, fundamenta a expert.

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Munhoz afirma que, após a descoloração, é preciso neutralizar esse fundo de clareamento. “Se ele revelar alaranjado, utilizamos azul; para vermelho, utilizamos o verde; para tom amarelado, usamos roxo — e vice-versa”, diz.

A forma mais segura e eficaz de avaliar a cor original dos fios é por meio de um teste de mecha. O indicado é fazer testes em três mechas do cabelo, geralmente escondidas. Essa avaliação pode revelar, por exemplo, se a cliente passou um tonalizante escuro há alguns meses.

“Isso também vale para a cor fantasia (colorida). Já fiz teste de mecha em cabelo que parecia virgem próximo da raiz, mas esse teste de mecha revelou um tom avermelhado, resultado de uma coloração fantasia vermelha que a cliente aplicou em casa”, relata. Essa avaliação também revelará se o cabelo está saudável o suficiente para passar por uma descoloração.

“Nem sempre é possível fazer a sonhada cor de cabelo. Por isso, na avaliação, o profissional precisa ter uma conversa franca com o cliente”, comenta.

Caso o cabelo não esteja resistente o suficiente para a cor desejada – geralmente os tons pastel são os mais difíceis de atingir, pois é preciso descolorir bastante até o objetivo –, o hairstylist pode sugerir outras opções de cor. “Por exemplo: um cabelo que não passou no teste para um rosa bebê poderá resultar em um cabelo rose gold, pois ele não precisa estar tão claro assim para o objetivo final”, exemplifica Munhoz.

Dicas da expert

“Faça das cores suas aliadas. Aplicar um tom escuro nos fios pode deixar os traços do rosto mais profundos, ou seja, tende a envelhecer o visual. Cores mais escuras são indicadas para um rosto mais fino”, elucida.

Já os tons mais claros tendem a iluminar o rosto. “Eles dão destaque aos olhos e suavizam algumas características, a exemplo de um nariz muito grande”, declara. “O castanho claro é um dos preferidos das mulheres porque, além de favorecer quase todos os tons de pele, deixa a aparência mais jovial, equilibrada e dá um toque de sofisticação”, finaliza.

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