Entenda a síndrome dos ovários policísticos e seus sintomas

A condição provoca alterações hormonais semelhantes às da adolescência, que incluem aumento de acne e pelos, bem como menstruação irregular

Dirceu Crispi, FlickrDirceu Crispi, Flickr

atualizado 15/05/2019 11:55

A síndrome do ovário policístico é uma disfunção endócrino crônica que provoca alteração dos níveis hormonais, aumentando o tamanho do órgão a partir da formação de cistos. As principais consequências são menstruação irregular com intervalos muito curtos ou muito longos, acne excessiva e aumento de pelo corporal em lugares mais comuns em homens.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional de São Paulo (SBEM-SP), a doença alcança entre 8% a 13% das mulheres. No entanto, na adolescência é comum ovários aumentados com padrão micropolicístico – visíveis nos exames de ultrassom. Isso significa que há pequenos cistos nos ovários, sem associação a qualquer doença.

O que diferencia a síndrome do ovários policísticos para esse padrão habitual na adolescência é que no primeiro caso há aumento de peso e alterações menstruais. Segundo a endocrinologista Larissa Garcia Gomes, diretora da SBEM-SP, muitas das características usadas para definir a síndrome são comuns também na adolescência, como irregularidade menstrual que é típica no primeiro ano e ciclos entre 21 até 45 dias que são usuais até três anos após a primeira menstruação. Além do aumento de acne por conta das mudanças hormonais.

“A síndrome de ovários policísticos é uma doença complexa. O diagnóstico na adolescência exige a presença de todos esses achados para se estabelecer. A presença de um dos sintomas indica risco aumentado e deve implicar em acompanhamento clínico”, comenta a médica. A melhor maneira de tratar é com acompanhamento frequente de endocrinologista e ginecologista.

Uma das maneiras de diagnosticar a síndrome dos ovários policísticos é por meio do ultrassom. No entanto, o exame não deve ser o único balizador. Também devem ser solicitados exames hormonais como testosterona e androstenediona para confirmar o diagnóstico. Tais dosagens devem ser realizadas sem uso de anticoncepcional e colhidas no início do ciclo menstrual.

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