Saiba por que não se deve espremer espinhas

O hábito pode levar a lesões e cicatrizes no rosto, bem como a infecções mais graves

atualizado 01/02/2019 16:30

Peopleimages, Getty Images

Espremer espinhas é um hábito comum e, por vezes, tentador. Algumas pessoas simplesmente não se controlam. Há até perfis famosos na internet com vídeos um tanto quanto nojentos. No entanto, para a pele é péssimo. Como há sebo e bactérias na superfície da pele, quando a espinha é espremida aumentam as chances de infecção. 

As espinhas são inflamações na pele. Ao estourá-las, você força o pus a sair, deixando a pele machucada, com uma ferida aberta. As bactérias que estão nas mãos e embaixo das unhas podem entrar na pele e agravar o quadro de acne. Ao espremê-las, também se está empurrando o sebo para mais fundo na pele, o que pode provocar cicatrizes.

A dermatologista Clarissa Borges, da clínica Dermaluxe, explica que, na maioria das vezes, uma espinha localizada pode ser tratada somente com secativo. “Quando ela é espremida, isso pode causar uma inflamação maior ainda e a disseminação de outras espinhas em uma área extensa”, comenta. Há casos em que até antibióticos orais precisam ser administrados para conter o problema.

Ao deixar o poro aberto, o rosto fica mais suscetível a entrada de bactérias – algumas delas graves. As regiões dos olhos, nariz, canto da boca e lábio superior são mais sensíveis e propensas a complicações, como abcessos e celulite facial.

O uso de compressas de chá de camomila gelado, bem como cremes secativos à base de nicotinamida são aconselhados em um tratamento mais caseiro para espinhas. Entretanto, cuidar da pele corretamente é a melhor maneira de prevenir a acne. Por isso, não esqueça de tirar a maquiagem usando um produto adequado, compre um sabonete de rosto próprio para o seu tipo de pele e mantenha uma alimentação equilibrada.

Se o aparecimento de espinhas for muito frequente, procure um dermatologista para iniciar um tratamento.

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