Europa aumenta para 1 bi de euros doação de material bélico à Ucrânia
“Estamos com total solidariedade ao lado da Ucrânia”, frisou a ministra das Finanças da Alemanha, Annalena Baerbock, ao detalhar a medida
atualizado
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A União Europeia reforçou o apoio à Ucrânia na guerra e anunciou a doação de 1 bilhão de euros em equipamentos bélicos.
Nesta segunda-feira (21/3), a ministra das Finanças da Alemanha, Annalena Baerbock, detalhou que a doação é parte da ajuda para a proteção da população civil.
“Vamos aumentar os recursos financeiros para a compra de bens militares para 1 bilhão de euros, a fim de deixar claro que estamos com total solidariedade ao lado da Ucrânia“, frisou.
Baerbock foi categórica. “A Ucrânia precisa de mais armas”, salientou.
O anuncio foi entendido como um sinal de que a Europa não acredita em um fim próximo para a guerra. Na cotação atual, o valor da ajuda chega a R$ 5,4 bilhões.
“Estamos vendo que o governo russo continua aumentando sua retórica em relação às armas nucleares, bem como ao território da Otan [Organização do Tratado do Atlântico Norte]”, finalizou.
Negociações estagnadas
A estagnação das negociações para um acordo de paz no Leste Europeu continua impedindo o fim da guerra. Nesta segunda-feira, o governo russo voltou a reclamar da falta de entendimento.
O porta-voz do Kremlin, em entrevista a agências internacionais de notícias em uma teleconferência, admitiu que não houve progresso nas conversas com o governo ucraniano.
Além disso, descartou possível reunião entre o presidente russo, Vladimir Putin, e o mandatário ucraniano, Volodymyr Zelenskiy.
A Rússia acusa a Ucrânia de paralisar as conversações de paz, fazendo propostas inaceitáveis. A Ucrânia disse que está disposta a negociar, mas não se renderá nem aceitará ultimatos russos.
“Para que possamos falar de uma reunião entre os dois presidentes é preciso fazer o dever de casa. As conversações têm que ser realizadas, e seus resultados têm que ser acordados”, disse Peskov. E emendou: “Não houve nenhum progresso significativo até agora”.
Impactos da guerra
O ministro da Defesa ucraniano, Oleskii Reznikov, apresentou balanço da destruição que a guerra provocou no país desde o início do conflito, em 24 de fevereiro.
Nesta segunda-feira, Reznikov afirmou que o Exército russo destruiu 400 escolas e 110 hospitais. A guerra chegou ao 26º dia.
Além disso, ao menos 150 crianças morreram durante o conflito no Leste Europeu. “Eles estão cometendo um ato real de genocídio na Ucrânia”, frisou.
Durante o mesmo evento, o ministro da Defesa britânico, Ben Wallace, defendeu a Ucrânia e pediu para que o presidente russo, Vladimir Putin, admita estar errado e deixe o país.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, cobrou que a União Europeia aplique sanções econômicas ainda mais duras contra a Rússia.
Nesta segunda-feira, em pronunciamento gravado, Zelensky sugeriu que os países do bloco suspendam o comércio com a Rússia. O boicote geral seria uma forma de descapitalizar o país comandado por Vladimir Putin.
“Nenhum euro para os ocupantes. Fechem todas as portas, não enviem seus produtos, rejeitem os recursos energéticos”, pediu.
Ele acrescentou. “Sem comércio com vocês, sem suas empresas e seus bancos, a Rússia não terá mais dinheiro para esta guerra”.



















