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Economia

Bob Iger, de 71 anos, pode receber US$ 27 milhões por ano na Disney

Valor equivale a R$ 139 milhões anuais, ou ainda, a R$ 31,7 mil por dia. Executivo vai comandar a empresa por dois anos

22/11/2022 10:50
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Divulgação
imagem colorida bob iger Disney

Não passou sem surpresa o anunciou feito pela Disney ontem, segunda-feira (21/11), da volta de Bob Iger, aos 71 anos, ao posto de CEO empresa. Aos poucos, porém, ganham nitidez algumas das boas razões que levaram parte a parte a firmar um novo acordo.

No retorno, Iger receberá um salário de US$ 1 milhão por ano. Ele terá direito, contudo, a um bônus de mais US$ 1 milhão. Isso além de um prêmio de incentivo de longo prazo estipulado em US$ 25 milhões a cada 12 meses.

Feita a soma, o executivo pode receber até US$ 27 milhões por um ano de trabalho. O valor equivale a R$ 139 milhões por ano ou a R$ 11,6 milhões por mês. Por dia, ele corresponde a R$ 31,7 mil. E o novo contrato do CEO terá duração de dois anos.

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Iger também não terá problemas de adaptação ao ambiente de trabalho. Ele atuou como CEO da Disney por 15 anos, entre 2005 e 2020. Presidiu ainda o conselho de administração da gigante de mídia e entretenimento até dezembro de 2021.

A Disney, por sua vez, busca melhores resultados após amargar o fechamento de seus parques de diversão durante a pandemia, e ver suas ações caírem cerca de 40% neste ano. O desafio da empresa é fazer decolar o Disney+, sua plataforma de streaming, que tem rivais como a Netflix, a Amazon Prime e a HBO.

A unidade do Disney+ perdeu quase US$ 1,5 bilhão último trimestre, mais do que o dobro do prejuízo no ano anterior. Ela ainda não ficou no azul desde seu lançamento, em 2019. A companhia espera que o serviço se torne lucrativo em 2024.

Iger tem larga experiência na ampliação do escopo de negócios da empresa. Ele supervisionou a compra por parte da Disney da Pixar Animation Studios, em 2006, e liderou a aquisição da Marvel Entertainment, em 2009, da Lucasfilm, em 2012, e da 21st Century Fox, em 2017.

O detalhe é que, ainda que os rendimentos de Iger sejam polpudos, não chegam perto do total dos vencimentos dos 15 executivos mais bem-pagos dos Estados Unidos. Considerados todos os ganhos apenas em 2021, Peter Kern, do Expedia Group, recebeu quase US$ 300 milhões (R$ 1,5 bilhão), e Andrew Jassy, CEO da Amazon, faturou US$ 212 milhões (R$ 1 bilhão).

Isso segundo dados da AFL-CIO, a maior federação de sindicatos de trabalhadores dos EUA. De acordo com a entidade, os CEOs das maiores empresas americanas ganharam 324 vezes mais do que os funcionários das companhias nas quais atuam. No ano passado, eles faturaram, em média, US$ 18,3 milhões (cerca de R$ 92 milhões) em 12 meses, ante US$ 56 mil (R$ 288,4 mil) recebidos pelos trabalhadores no mesmo período.

Essa diferença, nota a entidade sindical, aumenta ano a ano. Em 2020, ficou em 299 vezes (contra as 324 vezes do ano passado). Em 2019, foi de 264 vezes.