Diário de guerra: Putin é acusado de crime de guerra, e tensão aumenta

O Metrópoles reúne principais notícias do conflito: União Europeia e os EUA confirmaram nova rodada de sanções após imagens de massacre

atualizado 05/04/2022 0:12

Membros das forças armadas ucranianas atravessam uma ponte destruída perto da linha de frente em meio a combates em Bucha e Irpin em 3 de março de 2022 em Irpin, Ucrânia. Chris McGrath/Getty Images

O mundo reagiu incrédulo ao que seria um massacre russo contra a cidade de Bucha, nas proximidades de Kiev. As imagens de corpos abandonados nas ruas e de covas coletivas desencadearam uma série de medidas, além de troca de acusações. A União Europeia e os Estados Unidos confirmaram uma nova rodada de sanções contra a Rússia. Diplomatas russos foram expulsos de três países europeus.

O presidente norte-americano, Joe Biden, voltou a defender que o líder russo, Vladimir Putin, seja julgado por crimes de guerra cometidos na Ucrânia.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, acusou a Rússia de cometer crime de guerra ao visitar a cidade de Bucha, onde foram feitas as imagens dos corpos deixados nas ruas após a saída das tropas russas. Para ele, o ataque foi um “genocídio”. O líder chamou as forças rivais de “carniceiras, estupradoras e saqueadoras”, e pediu mais sanções contra o inimigo.

O governo russo nega que tenha promovido o massacre. A Rússia alega que as imagens do massacre foram encenadas e editadas pelos Estados Unidos e pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

O embaixador russo nas Nações Unidas, Vassily Nebenzia, acusou a Ucrânia de “encenação”. “Nem um único residente de Bucha sofreu qualquer violência”, alegou.

Segundo o governo ucraniano, ao menos 400 corpos foram encontrados na rua ou em valas rasas. O Kremlin pediu uma análise oficial do que chamou de “provocação” ucraniana.

Veja, a seguir, os principais fatos do dia selecionados pelo Metrópoles:

 

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