Covid-19: 4 mil detentos vão para prisão domiciliar na Colômbia

Segundo o ministério da Justiça, a medida terá duração de seis meses e tem por objetivo lutar contra o coronavírus no Sistema Penitenciário

atualizado 15/04/2020 17:30

Presos no sistema penitenciário brasileiroAgência Brasil

Na intenção de minimizar os impactos e a transmissibilidade do coronavírus no sistema penitenciário de Bogotá, na Colômbia, o governo decidiu colocar 4 mil presidiários em sistema de prisão domiciliar temporária. O comunicado foi feito pela ministra da Justiça colombiana, Margarita Cabello, nesta quarta-feira (15/04).

Em coletiva de imprensa, feita por videoconferência, Cabello afirma que mais pessoas podem ter o regime progredido nos próximos dias. As medidas foram anunciadas após 13 presos, dois agentes penitenciários e um funcionário da área administrativa da prisão central de Villavicencio terem o diagnóstico positivos para o Covid-19.

“Analisamos as projeções para chegar ao maior número de presidiários que poderiam ser beneficiados”, explicou a ministra, em vídeo. “Porém, tenho que ser realista, nenhuma medida que eu possa tomar garantirá 100% que evitaremos infecções”, alertou.

Gestantes, deficientes, pessoas com mais de 60 anos, portadores de alguma enfermidade, como câncer, ou condição física que necessite de atenção especial neste período de pandemia – como diabéticos e cardiopatas – estão na lista da pasta colombiana, para ter a prisão relaxada.

Outro grupo que deve ser atendido pelo benefício concedido pela ministra são os internos que têm pena de até 5 anos de reclusão, além daquelas que já completaram 40% da condenação. O programa terá duração de seis meses.

Não têm direito ao regime domiciliar temporário os presidiários condenados por violência sexual contra crianças, crimes de guerra, crimes contra a humanidade, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e corrupção.

Com capacidade para 81 mil detentos, as 132 prisões colombianas abrigam mais de 121 mil, segundo números do próprio governo.

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