Juros no patamar mais baixo da história: eis a nova economia

Juros mais baixos significam menos dinheiro tirado dos impostos para pagar a dívida pública – a maior de todas as despesas do governo

Michael Melo/Metrópoles

atualizado 06/02/2020 14:52

Eis aí, já no comecinho do ano, a taxa de juros reduzida a 4,25% – a quinta diminuição seguida no atual governo, em 13 meses de atuação. É o menor índice dos últimos 24 anos, ou desde o início da atual série histórica medida pelo Copom, a partir de 1996. Com a nova taxa, o juro real, descontada a inflação, está em menos de 1% ano. É algo em que vale a pena prestar atenção.

Juros mais baixos significam menos dinheiro tirado dos impostos para pagar a dívida pública – a maior de todas as despesas do governo brasileiro. Significam menos dinheiro pago aos “rentistas”, o grande satã dos economistas de esquerda. Significam mais dinheiro para o investimento público – e para o financiamento da atividade produtiva em geral.

Não existem fatos concretos, no horizonte visível, indicando alguma mudança de curso adiante. O sinal, ao contrário, é que os juros continuarão baixos por um longo período de tempo, ou ainda mais baixos do que estão no momento – e cada vez menos distantes da taxa de juros internacional. É uma nova economia que está aparecendo aí.

* Este texto representa as opiniões e ideias do autor.

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