COI responde a pressão por testes genéticos universais nas Olimpíadas
A declaração do COI veio em resposta a uma carta conjunta que cobrava o abandono da adoção obrigatória de verificação genética
atualizado
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O Comitê Olímpico Internacional (COI) respondeu ao Metrópoles, nesta quinta-feira (19/3), sobre a pressão feita por mais de 80 organizações de direitos humanos e defesa do esporte. A organização afirmou que nenhuma decisão foi tomada sobre a implementação de testes genéticos universais de sexo para atletas mulheres ou sobre uma proibição geral em relação à participação de competidores transgênero e intersexo nas categorias femininas.
A declaração do COI veio em resposta a uma carta conjunta divulgada na terça-feira (17/3) por entidades como a Sport & Rights Alliance (SRA), ILGA World, Humans of Sport e dezenas de outras. Elas cobravam o abandono imediato de supostas recomendações do Grupo de Trabalho para a Proteção da Categoria Feminina.
O grupo de trabalho teria aconselhado o COI quanto à adoção obrigatória de verificação genética de sexo para todas as atletas femininas e meninas, além de um veto total a atletas trans e intersexo nas provas femininas.
No entanto, em comunicado oficial enviado ao veículo, um porta-voz do COI esclareceu:
“O grupo de trabalho para a proteção da categoria feminina continua suas discussões sobre o tema e nenhuma decisão foi tomada ainda. Mais informações serão fornecidas oportunamente”, disse.
