De olho no público, Hollywood investe em discussões de gênero e raciais

A negritude e a pluralidade sexual são temáticas evidenciadas no Oscar, em produções da Disney e séries da Netflix

atualizado

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Moonlight Movie
1 de 1 Moonlight Movie - Foto: Reprodução

Enquanto a política mundial encara uma fase conservadora, com seus Bolsonaros, Trumps e Le Pens, a indústria do entretenimento abre a mente para a diversidade. Entidades (quase) centenárias como o Oscar e os estúdios Walt Disney produzem e premiam atrações que abordam explícita ou sutilmente o combate aos preconceitos raciais e sociais.

Durante a cerimônia do Oscar 2017, ofuscada pela presepada da Academia, Hollywood entregou a estatueta de melhor filme a “Moonlight: Sob a Luz do Luar”. A fita conseguiu dois feitos inéditos: a premiação do primeiro ator muçulmano (Mahershala Ali) e a coroação de um longa sobre um personagem LGBT.

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Diretor Barry Jenkins comandou o ganhador do Oscar "Moonlight"
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Ator Mahershala Ali é o primeiro muçulmano a ganhar o Oscar de melhor ator coadjuvante
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Ator Mahershala Ali é o primeiro muçulmano a ganhar o Oscar de melhor ator coadjuvante

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Diretor Barry Jenkins comandou o ganhador do Oscar "Moonlight"
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Daisy Ridley é a protagonista da nova fase de "Star Wars"
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Elenco de "Orange is the New Black": debate sobre feminismo e racismo
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Luke Evans viverá um Gastón gay em "A Bela e a Fera"
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Luke Evans viverá um Gastón gay em "A Bela e a Fera"

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O reconhecimento das minorias, além de dar visibilidade às camadas populares menos favorecidas, não deixa de ser uma excelente estratégia comercial. Os grupos, tradicionalmente marginalizados em filmes e séries, passam a se ver nesses produtos e a consumi-los, aumentando números de audiência e cifras de publicidade.

Esse filão parece ter sido percebido muito bem pelo conglomerado Walt Disney. Após 94 anos, os estúdios exibiram, sem grandes alardes, o primeiro beijo gay de sua história. Na série “Star vs. Forças do Mal”, o momento romântico entre dois rapazes aparece em uma das sequência. Produções como “Frozen” e “Procurando Dory” trouxeram, implicitamente, debates sobre sexualidade. Isso sem mencionar a mensagem de empoderamento feminino e tolerância cultural em “Moana — Um Mar de Aventuras”.

O avanço dos estúdios Disney rumo às temáticas mais progressistas continua no novo “A Bela e a Fera”, previsto para chegar aos cinemas do Brasil em março. Uma das subtramas da produção mostrará um romance entre Gáston (Luke Evans) e seu admirador, LeFou (Josh Gad). Juntos, os dois personagens, como mostra o clipe “My What a Guy, that Gaston!” (Que Cara, esse Gastão!, em português), descobrem a sexualidade.

A Netflix foi uma das primeiras grandes do entretenimento a abrir os olhos para a diversidade. Em 2017, o serviço de streaming lançará, ao menos, 13 seriados com mulheres em papéis de destaque. “Na Sala da Julie”, “Ingobernable”, “Grace and Frankie”, “Sense8”, “House of Cards” e “Glow” são algumas obras que serão exibidas na plataforma, entre março e outubro.

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“Las Chicas del Cable” discute machismo e mercado de trabalho feminino

 

Todas os seriados têm em comum o retrato de mulheres da vida real. Kate del Castillo, a Emilia de “Ingobernable”, luta contra o mundo da política dominado por homens no México. Em “Girlboss”, a empreendedora Sophia Amoruso (Britt Robertson) mostra a trajetória para fundar a Nasty Gal. Quatro moças se tornam amigas trabalhando como operadoras de telefonia na Espanha da década de 1920 em “Las Chicas del Cable”. “Glow” retrata o mundo da luta livre feminina durante a década de 1980.

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