Novo disco de Roberta Campos traz mensagem atual, de amor e liberdade

Trabalho chega esta sexta-feira (30/7) às plataformas com faixas de autoria da cantora, além de participações bastante especiais

atualizado 29/07/2021 18:36

Roberta CamposDivulgação/Lucas Seixas

O Amor Liberta, quinto álbum de estúdio e de músicas inéditas de Roberta Campos, chega nesta quinta-feira (30/7) às plataformas digitais. Trata-se do primeiro disco completo da cantora, compositora e instrumentista mineira desde Todo Caminho É Sorte, em 2015.

Em entrevista ao Metrópoles, a artista contou que o trabalho estava pronto para ser lançado antes da pandemia de Covid-19, mas que precisou ser adiado. Com isso, ela aproveitou para fazer algumas mudanças no repertório. O resultado é um trabalho sensível e potente, com muitas mensagens atuais para os ouvintes.

“Comecei a compor bastante na pandemia e, como tive esse tempo, acabei colocando algumas músicas que tinham a ver com esse trabalho, que tem essa pegada do ‘amor que liberta’. É um disco pulsante, feliz. Queria esperar um momento melhor pra lançar, mas decidi que é agora porque as pessoas estão precisando dessa mensagem. Me senti na mensagem, obrigação de dividir minhas canções”, contou.

Mescla

No álbum, Roberta mistura a MPB que tornou sua voz conhecida no país com ritmos como indie, jazz, bossa nova e blues. Ela ainda convidou para a composição de algumas faixas novas promessas da música, como De Maria, além de veteranos, como Hyldon, Humberto Gessinger e Luiz Caldas.

O cantor brasiliense Alexandre Carlo, do Natiruts, também colaborou gravando Miragem, single de composição de Roberta, que deu start ao trabalho no início do mês. “Quando fiz Miragem não conseguia imaginar quem eu podia chamar. Um dia, escutando o rádio no carro, começou a tocar Natiruts e eu pensei: ‘Ta aí, é o Natiruts que eu vou chamar’.  Mandei uma mensagem pro Alexandre e ele respondeu dizendo que o tom estava ótimo. Ele é uma pessoa muito querida e especial”. 

O disco conta ainda com os  toques dos músicos Alberto Continentino (baixo), Rodrigo Tavares (teclados), Guilherme Schwab (guitarra, dobro, lap steel e weissenborn) e Pedro Mamede (bateria), além do galês Paul Ralphes (teclados, programação de bateria, wah guitarra e efeitos), que também assina a produção.

A combinação de letras escolhidas minuciosamente com riqueza de sons deixa a missão de escolher uma faixa favorita bem difícil, sobretudo para a autora. “Esse disco está bem forte para mim. Cada música tem um momento, uma história, e tem seu lugar no meu coração”, diz.

“Rosária, por exemplo, fiz pra minha avó. Ela me criou e faleceu em 2017. Sempre ouviu minhas músicas e eu sempre tive muito prazer de compartilhar com ela. Mas sei que é uma coisa do meu coração, uma homenagem mesmo. Pro Mundo que Virá é uma musica que traduz muito o que eu desejo pro mundo”, completa.

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A primeira cidade a conferir o trabalho em um show será Campinas, na reestreia de Roberta nos palcos após mais de um ano de pandemia: “Tô muito ansiosa, eu sinto muita falta de fazer show, amo música, amo entrar no estúdio, compor, tudo é maravilhoso e especial, mas estar no palco é meu combustível. Com disco novo dá ainda mais vontade de ir pro palco. Ainda mais que é um disco tão amoroso. Sempre canto o amor, mas esse é um disco especial, até por ter sido criado nesse momento. Traz uma carga emocional diferente”. 

Com o avanço da vacinação em todo o país, a artista também espera poder trazer O Amor Liberta para a capital federal, em breve. O último foi em 2019, durante a programação do Na Praia. “Amo fazer show em Brasília. É uma das praças que eu mais gosto”, finalizou.

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