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Cinema

Novo O Rei Leão divide opiniões de críticos de cinema nos EUA

Filme dirigido por Jon Favreau não empolgou a imprensa norte-americana. Estreia em 18 de julho no Brasil

11/07/2019 16:18, atualizado 11/07/2019 20:02
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Disney/Divulgação
Novo O Rei Leão divide opiniões de críticos de cinema nos EUA

O remake de O Rei Leão, realizado pela Disney com animação fotorrealista, já foi visto por vários críticos de cinema nos Estados Unidos. A uma semana da estreia, o filme inspirado no desenho de 1994 parece não ter empolgado os especialistas. Com direção de Jon Favreau (Mogli, Chef e papel de Happy no Universo Cinematográfico Marvel), estreia no Brasil em 18 de julho, um dia antes do lançamento por lá.

Um bom indicativo é a nota média dos sites Rotten Tomatoes e Metacritic, que agregam opiniões e avaliações dos principais nomes da imprensa cultural dos EUA. No primeiro, a aprovação parou em 57% até a publicação desta matéria. No segundo, o filme atraiu 55 de 100 pontos possíveis.

Apesar da óbvia filiação do novo O Rei Leão à onda de clássicos revisitados em live action, a Disney e a imprensa estrangeira têm evitado o termo, já que a participação de atores na produção se restringiu à dublagem dos animais.

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Stephanie Zacharek, da revista Time, classificou o filme como “um remake fiel e, em termos tecnológicos, por vezes lindo de se contemplar”. Mas fez ressalvas: “Não causa deslumbramento. Seu atributo mais visível é a ambição”
Jake Coyle, da Associated Press, acha que faltou algo no novo filme: “Um propósito, talvez, e um coração”
A. A. Dowd, do site AV Club, também achou o visual do filme um tanto sem propósito: “É como se cada decisão criativa estivesse subordinada à desorientada insistência do filme no realismo, em tornar ‘críveis’ os maneirismos e movimentos dessas criaturas magicamente inteligentes”
William Bibbiani, do The Wrap, é outro crítico que ficou dividido. “Às vezes fascinante, frequentemente ridículo e em alguns momentos – como quando um animal incrivelmente realista morre na sua frente e o filho dele sofre – quase grotesco”
David Ehrlich, do site IndieWire, foi direto e não aliviou: “Bem-feito, mas um autorretrato criativamente falido de um estúdio de cinema comendo o próprio rabo”
Bilge Ebiri, do site Vulture, disse que o filme “é um forte lembrete do que pode ser realizado com todo o talento (e dinheiro) do mundo”. Mas também avaliou que o longa traz a “lição do que pode acontecer quando não há uma visão para ligar tudo isso”
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Bilge Ebiri, do site Vulture, disse que o filme “é um forte lembrete do que pode ser realizado com todo o talento (e dinheiro) do mundo”. Mas também avaliou que o longa traz a “lição do que pode acontecer quando não há uma visão para ligar tudo isso”

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Stephanie Zacharek, da revista Time, classificou o filme como “um remake fiel e, em termos tecnológicos, por vezes lindo de se contemplar”. Mas fez ressalvas: “Não causa deslumbramento. Seu atributo mais visível é a ambição”
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Stephanie Zacharek, da revista Time, classificou o filme como “um remake fiel e, em termos tecnológicos, por vezes lindo de se contemplar”. Mas fez ressalvas: “Não causa deslumbramento. Seu atributo mais visível é a ambição”

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Jake Coyle, da Associated Press, acha que faltou algo no novo filme: “Um propósito, talvez, e um coração”
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Jake Coyle, da Associated Press, acha que faltou algo no novo filme: “Um propósito, talvez, e um coração”

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A. A. Dowd, do site AV Club, também achou o visual do filme um tanto sem propósito: “É como se cada decisão criativa estivesse subordinada à desorientada insistência do filme no realismo, em tornar ‘críveis’ os maneirismos e movimentos dessas criaturas magicamente inteligentes”
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A. A. Dowd, do site AV Club, também achou o visual do filme um tanto sem propósito: “É como se cada decisão criativa estivesse subordinada à desorientada insistência do filme no realismo, em tornar ‘críveis’ os maneirismos e movimentos dessas criaturas magicamente inteligentes”

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William Bibbiani, do The Wrap, é outro crítico que ficou dividido. “Às vezes fascinante, frequentemente ridículo e em alguns momentos – como quando um animal incrivelmente realista morre na sua frente e o filho dele sofre – quase grotesco”
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William Bibbiani, do The Wrap, é outro crítico que ficou dividido. “Às vezes fascinante, frequentemente ridículo e em alguns momentos – como quando um animal incrivelmente realista morre na sua frente e o filho dele sofre – quase grotesco”

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David Ehrlich, do site IndieWire, foi direto e não aliviou: “Bem-feito, mas um autorretrato criativamente falido de um estúdio de cinema comendo o próprio rabo”
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David Ehrlich, do site IndieWire, foi direto e não aliviou: “Bem-feito, mas um autorretrato criativamente falido de um estúdio de cinema comendo o próprio rabo”

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Mara Reinstein, da US Weekly, achou que o filme faz muito barulho por nada: “Com toda a majestosa tecnologia do remake, mal consegue tocar a mística única do original de 1994”
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Mara Reinstein, da US Weekly, achou que o filme faz muito barulho por nada: “Com toda a majestosa tecnologia do remake, mal consegue tocar a mística única do original de 1994”

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Bilheterias

Candidato a registrar uma das maiores bilheterias de 2019, O Rei Leão deve estrear nos EUA com arrecadação variando entre US$ 150 milhões e US$ 170 milhões, de acordo com analistas de Hollywood. Outros remakes recentes da Disney também tiveram recepção moderada da crítica, mas se provaram imunes a resenhas negativas nas bilheterias.

Aladdin, mais recente da safra de animações revisitadas, marcou 57% no Rotten Tomatoes e 53 no Metacritic. Acumula US$ 925 milhões mundialmente. Por outro lado, Dumbo foi mal avaliado (46% no RT e 51 no Meta) e patinou nas bilheterias, com US$ 351 milhões.