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Cinema

Crítica: "TOC" dispara boas piadas, mas tem trama sem graça

Nova comédia de Tatá Werneck satiriza o mundo das celebridades por meio de Kika K, atriz de novela em ascensão

Felipe Moraes02/02/2017 05:29, atualizado 01/02/2017 18:18
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Fabio Braga/Divulgação, BIONICA FILMES
Crítica: “TOC” dispara boas piadas, mas tem trama sem graça

“TOC – Transtornada Obsessiva Compulsiva”, título feito para ler assim mesmo, sem vírgulas, marca a primeira vez da comediante Tatá Werneck como protagonista no cinema. Sempre disparando piadas, trocadilhos e histórias engraçadas, a humorista satiriza o mundo das celebridades no papel da famosa Kika K. Isso mesmo, “que caca”.

Entre os vários compromissos marcados por Carol (Vera Holtz), sua agente, Kika precisa gravar comerciais toscos, ir a programas de TV, lançar um livro de autoajuda de sua autoria escrito por um ghost writer e inteirar-se do projeto que pode mudar sua carreira: o papel principal em “Amorgedom”, novela das oito. Além de tudo isso, administrar o Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC).

Acontece que Kika não anda lá muito contente com a fama. E os diretores Paulinho Caruso e Teo Poppovick investem em situações e personagens caricatos (mas críveis) para reforçar as diversas pressões sofridas pela atriz.

Comédia fora dos padrões globais, mas irregular
O papel em “Amorgedom” é ameaçado por Ingrid Guimarães (sim, no papel dela mesma), um fã degenerado (Luis Lobianco) a persegue e o namorado igualmente famoso Caio Astro (Bruno Gagliasso) só pensa em sexo.

Enquanto a montagem recorre a vinhetas e passagens de sonho, a trama segue Kika tentando fugir da vida sob os holofotes. Conhece um funcionário de livraria (Daniel Furlan) e tenta desvendar os enigmas por trás do ghost writer que escreveu seu livro e deixou uma mensagem misteriosa.

Mesmo coproduzido pelo “Telecine”, “TOC” pelo menos tenta fugir do padrão manjado das comédias globais. Aposta em humor adulto, palavrões, piadas de duplo sentido e numa ironia ácida bem própria ao espírito satírico do roteiro. Ainda assim, fica a sensação de que a traminha boba e previsível soa careta diante da atitude “foda-se” que o filme tanto defende.

Avaliação: Regular

Veja horários e salas de “TOC – Transtornada Obsessiva Compulsiva”.