Um dos maiores invasores de terras do DF é preso pela Polícia Civil

Homem é considerado de altíssima periculosidade e cobrava entre R$ 50 e R$ 100 de taxa em terra ocupada irregularmente em São Sebastião

PCDF/DivulgaçãoPCDF/Divulgação

atualizado 26/04/2019 13:38

O homem, considerado pela Polícia Civil como um dos maiores invasores de terras públicas do Distrito Federal, foi preso em São Sebastião. Alexandre Luiz Xavier de Almeida, 49 anos, é apontado como líder da quadrilha investigada pela PCDF e considerado um criminoso de altíssima periculosidade.

Segundo os investigadores, o homem acumula mais de 40 registros policiais, quase todos relacionados à disputa, invasão e loteamento de terras. A operação, concluída na noite de quinta-feira (25/04/2019), é da Delegacia Especial de Proteção ao Meio Ambiente e à Ordem Urbanística (Dema) e foi batizada de Grito da Terra.

Além de Alexandre, outros quatro integrantes da associação criminosa foram presos. O líder responde por homicídio, tráfico de drogas e roubo nos estados de Minas Gerais e Goiás.

 

O grupo, segundo a PCDF, atuava principalmente em São Sebastião. Os acusados extorquiam os moradores da região do Pinheiral, sob o argumento de que as terras, que são públicas e localizadas na Área de Proteção Ambiental do Rio São Bartolomeu, lhes pertenciam.

De acordo com a delegada-chefe-adjunta da Dema, Mariana Araújo Almeida, trata-se de um acampamento vinculado a alguns movimentos de luta pela reforma agrária. “Os suspeitos se diziam líderes, tomavam frente da situação e expulsavam as pessoas do local. Eles não atuavam com a venda de lotes, mas no assentamento de grupos relacionados a eles e depois passavam a extorquir pessoas ao cobrar taxas aleatórias para que os moradores pudessem permanecer ali.”

As investigações apontam que cerca de 200 pessoas ocupavam a área e as taxas mensais variavam de R$ 50 a R$ 100. A delegada de polícia da Dema Fernanda Lopes, responsável por conduzir as investigações, explicou que a maior parte dos componentes do grupo tem diversas passagens por outros crimes.

“Pai”
“Chama a atenção o fato de que, fora o líder, os demais integrantes da associação têm pouca idade. O Alexandre tem o hábito de aliciar menores para praticar os crimes com ele”, afirmou a delegada.

Ainda de acordo com Fernanda, os outros envolvidos na quadrilha possuíam verdadeira adoração pelo líder. “Chamados de ‘capangas’ do Alexandre, eles o chamavam de pai, embora ele não seja o pai biológico de nenhum deles. Todos seguiam seus passos, com características violentas, eles agiam com bastante agressividade”, acrescentou.

“Já foi realizada perícia no local e pôde-se constatar danos ambientais inestimáveis para a unidade de conservação.” Os suspeitos foram presos na chácara Grito da Terra Aguilhada, dentro da “toca” onde o líder residia. Os policiais também encontraram, durante a operação, uma motocicleta roubada.

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