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Os metroviários decidiram manter a paralisação dos trabalhos. A interrupção do serviço vai durar pelo menos até esta sexta (10/11), quando haverá reunião entre a Companhia do Metropolitano do DF (Metrô-DF), o sindicato da categoria e o Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT 10). Porém, mesmo com a greve, será mantido um esquema semelhante ao de quinta (9). No segundo dia de funcionamento parcial, os usuários reclamaram de filas e demora.

Na Estação de Ceilândia Centro, as pessoas que utilizam o bilhete único tiveram que ficar mais de 40 minutos na fila (foto de destaque). “É um absurdo. Deveriam liberar as catracas”, disse o escriturário Robson Almeida, 35 anos. O Metrô-DF informou que solicitou ao Sindicato dos Metroviários uma lista de funcionários para trabalhar durante a greve, em cumprimento à decisão judicial. No entanto, eles não haviam se manifestado.

As estações abriram às 6h10 e ficaram abertas até as 10h. Os trens só voltam a circular às 16h30, na volta para casa, até às 20h30. Vinte dos 24 trens estão rodando. O serviço será garantido por pilotos e chefes de unidades. Das 24 estações, as da Asa Sul e Guariroba, em Ceilândia, só abrem para desembarque.

A Secretaria da Casa Civil, Relações Institucionais e Sociais recebeu representantes do Sindicato dos Metroviários do DF (Sindmetro-DF) na quinta (9), no Anexo do Palácio do Buriti. O subsecretário de Relações do Trabalho e do Terceiro Setor, Márcio Gimene, ouviu as reivindicações da categoria sobre reajuste salarial e nomeações.

A respeito do aumento, Gimene informou aos representantes que, apesar de ter saído do limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), o governo ainda está em “situação de atenção”, não há condições de implementar despesas de caráter continuado sem nova fonte de receita.

Ele acrescentou que as nomeações ocorrem conforme cronograma apresentado pela Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag-DF), visando equilíbrio financeiro do Estado.

Reivindicações
A categoria decidiu entrar em greve após assembleia na noite de quarta-feira (8/11), mesmo com decisão judicial determinando que 90% dos trens continuassem rodando nos horários de pico. A liminar do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT 10) estipulou ainda a circulação de 60% da frota nos demais períodos até o fim da paralisação.

Os servidores reivindicam recomposição salarial no valor da inflação e a nomeação de mais de 600 aprovados em concurso. Após a última paralisação da categoria, em 2015, o GDF se comprometeu a cumprir as medidas. No entanto, segundo os metroviários, o acordo não foi respeitado.

O GDF, por sua vez, afirma que não há dotação orçamentária para a concessão de reajustes e a nomeação de servidores. Na sexta (10), às 15h, ambas as partes devem se encontrar em audiência de conciliação mediada pelo TRT 10.

Após a divulgação da liminar, a Secretaria de Mobilidade do DF (Semob-DF) informou que, mesmo com a determinação, “manterá um esquema especial que prevê o reforço da frota com mais 26 linhas que passam paralelas às estações saindo de Samambaia, Águas Claras, Taguatinga, Ceilândia e Guará. Além disso, a população contará com 67 veículos a mais, sendo 51 articulados e 16 padrons”.

 

 

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