Sinpro sobre vacinação de professores: “Aproxima o retorno presencial”

Governador Ibaneis anunciou nesta quinta que, com 36 mil doses da Janssen, todos os profissionais da educação pública serão vacinados no DF

atualizado 10/06/2021 13:05

Retomada da vacinação professoresArthur Menescal/Especial Metrópoles

Após o governador Ibaneis Rocha (MDB) anunciar, na manhã desta quinta-feira (10/6), a vacinação contra a Covid-19 de todos os profissionais da educação pública da capital federal, o Sindicato dos Professores do DF (Sinpro-DF) informou que “isso aproxima o retorno presencial” das aulas na rede pública.

Segundo Ibaneis disse à coluna Grande Angular, com 36 mil doses da Janssen, será possível imunizar todos os profissionais da educação pública da capital federal. “Assim, pretendemos retornar às aulas”, disse.

Como mostrou o Metrópoles em reportagem publicada nesta quinta-feira (10/6), professores recusam-se a voltar às aulas presenciais sem a imunização. A retomada das atividades nas escolas está prevista para agosto.

Após o anúncio do governador, a diretora do Sinpro, Rosilene Correa, afirmou à reportagem que “se nós vamos ter a vacina que basta uma dose (Janssen), melhor ainda”. “Isso aproxima o retorno presencial.”

No entanto, a representante do sindicato ressalta que os profissionais ainda dependem do estabelecimento de protocolos para a retomada das atividades nas escolas. “A nossa decisão do não retorno presencial é não havendo as devidas condições. Começa pela vacina, mas não termina com a vacina. Nós precisamos das vacinas e das escolas também cumprindo todos os protocolos”, destacou.

Janssen

Ainda sem data confirmada para chegar ao Brasil, o lote com 3 milhões de vacinas contra Covid-19 da Janssen tem prazo de validade até o dia 27 de junho – ou seja, daqui a menos de três semanas. A informação foi confirmada pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, em depoimento à CPI da Covid no Senado na terça-feira (8/6).

Esse é o lote que o ministro havia anunciado ter conseguido antecipar doses, junto à farmacêutica Johnson & Johnson, na última sexta-feira (4/6). A expectativa do governo Bolsonaro é que os imunizantes cheguem ao país na próxima semana, mas a confirmação da data ainda depende do aval da agência reguladora dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês).

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