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Crise na Polícia Civil: delegados criticam “inércia” de diretor-geral

Em documento denominado “Moção de Desconfiança” e entregue a Eric Seba nesta segunda-feira (19/9), a categoria acusa o chefe da Polícia Civil do DF de não defender os interesses da corporação e de estar inerte diante das reivindicações de agentes e delegados

Foto: Divulgação/Sinpol
Larissa Rodrigues
 

Em mais um capítulo da queda de braço entre a Polícia Civil e o Governo do Distrito Federal (GDF), os delegados entregaram, nesta segunda-feira (19/9), uma “moção de desconfiança” ao diretor-geral da corporação, Eric Seba. Segundo o presidente do Sindicato dos Delegados (Sindepo), Rafael Sampaio, a ideia é deixar bem clara a insatisfação da categoria com o chefe da Polícia Civil.

“A categoria entende que houve quebra de confiança entre os delegados e o diretor. Percebemos a inércia dele durante as negociações com o governo para conseguirmos o aumento salarial que buscamos. Nós colocamos o diretor na lista tríplice e o governador o escolheu e ele não está dando o retorno que esperávamos”, afirmou Sampaio.

O documento, assinado pela Associação e pelo Sindicato dos Delegados de Polícia Civil do DF (Adepol e Sindepo), ao qual o Metrópoles teve acesso, pontua a “falta de esforço” de Eric Seba nas negociações salariais da categoria, que busca a paridade com a Polícia Federal. No documento, os delegados acusam ainda o diretor-geral de não agir em prol dos interesses da categoria. Até a publicação desta reportagem, a Polícia Civil não havia se posicionado sobre a “moção de desconfiança”.

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Entenda o caso
Os policiais civis estão mobilizados desde 4 de julho, quando foi deflagrada a Operação Legalidade. De lá para cá, os sindicalistas pressionam o governo para que a categoria consiga reajuste de 37%, igualando assim com os salários dos agentes federais.

Entre os desdobramentos da operação, mil servidores da Polícia Civil, incluindo os delegados, entregaram seus cargos de confiança. Na prática, essa exoneração ainda não foi confirmada pelo GDF, o que causa ainda mais insatisfação na categoria.

A crise na Polícia Civil é tão grave que, na semana passada, a própria direção-geral permitiu a alteração no horário de funcionamento de 21 delegacias que funcionavam 24 horas. Uma medida nunca antes vista no Distrito Federal. Elas estão funcionando desde quarta-feira (14/9), apenas das 12h às 19h . Somente 10 unidades estão em regime de plantão de 24 horas.

 

 

 

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