Vídeo: travesti presa pela PCDF extorque e bate em homem na França

As imagens, obtidas com exclusividade pelo Metrópoles, mostram Anitta Moraes, 24 anos, dando um tapa no rosto de um francês

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atualizado 29/06/2019 11:37

A quadrilha presa pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) na terça-feira (25/06/2019), acusada de extorquir e agredir clientes durante programas sexuais, também fez vítimas na Europa. Um vídeo obtido com exclusividade pelo Metrópoles mostra a travesti Anitta Moraes, 24 anos, batendo em um homem na França. Na gravação, ela aparece contando notas de euro e, em português, pedindo mais dinheiro. Diante da reclamação, Anitta se irrita e desfere um tapa no rosto da vítima.

Veja:

Em outro momento das imagens registradas no quarto do hotel, o homem aparece gritando no ambiente completamente revirado. A cena é filmada por Paulo Rogério Vasconcelos, 20, que também integra a organização criminosa.

Os investigadores concluíram que as travestis reproduziam as extorsões não só na Europa. No Brasil, há relatos da atuação delas em Brasília (DF), Goiânia (GO), Fortaleza (CE), São Paulo (SP) e São Luiz (MA). As suspeitas são naturais de Goiânia, mas não mantinham residência fixa e viajavam com frequência.

De acordo com as investigações conduzidas pela 5ª Delegacia de Polícia (Área Central), o grupo começou a agir na capital federal no início deste ano. Os criminosos marcavam encontros em estabelecimentos de luxo do Setor Hoteleiro Sul, filmavam as relações sexuais e, em seguida, espancavam e extorquiam as vítimas. Uma delas chegou a pagar R$ 22 mil para não ter as imagens divulgadas pelas criminosas. Três pessoas denunciaram os crimes no DF, entre elas, médicos.

 

Operação Cilada

Cinco integrantes do bando foram presos durante a Operação Cilada, deflagrada pela 5ª DP, na terça-feira (25/06/2019). Entre eles, está Anitta, a travesti que bateu no rosto do francês. Outras três pessoas permanecem foragidas: Samuel Junio Napole de Souza, 21 anos; Paulo Rogério Vasconcelos, 20; e Carlos Henrique Leão Costa, 19.

Segundo os policiais, Samuel está no Chile. Já Paulo Rogério Vasconcelos continua na Europa. A reportagem apurou que Paulo trabalha como garoto de programa de forma ilegal na cidade de Lleida, província de Barcelona. Carlos Henrique Leão Costa estava escondido em São Paulo e, após a divulgação do caso, fugiu para Florianópolis (SC).

“Depois da operação, recebemos informações de que muitas vítimas de Goiânia reconheceram os autores e estão registrando ocorrência. Também devemos acionar as autoridades internacionais com relação aos dois foragidos. As investigações continuam no sentido de identificar outros integrantes do grupo e comprovar os indícios que temos sobre a lavagem desse dinheiro”, explicou o delegado-chefe da 5ª DP, Gleyson Mascarenhas.

Ostentação

Ainda de acordo com os investigadores, não é possível estimar o valor total arrecadado pelos bandidos, mas estima-se que apenas Samuel teria acumulado mais de R$ 100 mil. As investidas delituosas rendiam, em média, de R$ 10 mil a R$ 15 mil por vítima. Com o dinheiro arrecadado mediante chantagem, o grupo ostentava, comprando celulares de última geração. Além disso, consumiam drogas caras, faziam viagens internacionais e promoviam festas.

“Há casos de pessoas que fizeram sucessivos pagamentos para não ter o material revelado. O bando escolhia quem tinha alto poder aquisitivo, normalmente homens casados que poderiam ceder às pressões”, detalhou o delegado.

Máquinas de cartão e celulares foram apreendidos durante a operação. Mesmo as vítimas que cooperavam fazendo transferências, empréstimos e cedendo os cartões de crédito acabavam sendo violentamente agredidas.

Os encontros eram agendados a partir de aplicativos de relacionamentos e sites de prostituição. Geralmente, elas agiam em bando de até quatro pessoas. Enquanto uma atendia o cliente, as demais prestavam auxílio, fazendo fotos e vídeos das cenas de sexo.

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