Secretário de Saúde teme atraso na entrega de doses da Coronavac ao DF

Preocupação foi demonstrada em encontro virtual, nesta terça-feira (20/4), com deputados distritais da Comissão Especial de Vacinação

atualizado 20/04/2021 15:08

Secretário de Saúde, Osnei OkumotoHugo Barreto/Metrópoles

O secretário de Saúde do Distrito Federal, Osnei Okumoto, demonstrou preocupação com um possível atraso na entrega de doses da vacina Coronavac ao participar, nesta terça-feira (20/4), de reunião extraordinária da Comissão Especial da Vacinação contra a Covid-19. O colegiado é formado por parlamentares da Câmara Legislativa do DF (CLDF).

A manifestação ocorreu após a deputada distrital Arlete Sampaio (PT) indagar sobre  a chegada de apenas 700 mil doses da vacina ao Ministério da Saúde nessa segunda (19) para serem distribuídas a todas as unidades da Federação.

“Esse quantitativo está bem aquém do que tínhamos de previsão. A expectativa de entrega era de nove milhões de doses para o mês de abril. Isso nos preocupa muito. Realmente, a Coronavac vai faltar”, alertou Okumoto.

De acordo com ele, ainda existe o risco de as vacinas chegarem atrasadas, prejudicando aqueles que precisam tomar a segunda dose 28 dias depois da primeira: “Vai ter uma procura muito grande. Fico preocupado com relação ao que pode acontecer”.

Para Osnei Okumoto, há programação de compra direta de 28 milhões de doses da Sputnik V pelo Consórcio Interestadual de Desenvolvimento do Brasil Central (BrC), formado por seis estados brasileiros e o Distrito Federal. Dessas, cerca de 4 milhões serão para o DF. “A intenção é boa e quanto antes tivermos a vacina, melhor”, disse o secretário.

O imunizante, entretanto, aguarda autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ser aplicado no Brasil.

No encontro virtual com os distritais, Okumoto expôs números e informações sobre a estrutura e logística da campanha de vacinação do novo coronavírus no DF e falou sobre os próximos passos da imunização.

Comorbidades

Sobre a previsão de vacinação de novos grupos prioritários, destacou que há no DF 220 mil pessoas com comorbidades, que serão atendidas após a conclusão da vacinação de idosos, profissionais da saúde e da segurança pública. Os critérios de priorização de comorbidades ainda não foram estabelecidos, mas devem ser anunciados em breve.

Também representando o GDF na reunião, o subsecretário de Vigilância à Saúde, Divino Valero Martins, disse também que Secretaria de Saúde está montando uma estrutura para a digitalização de 100 mil fichas de pessoas já vacinadas na capital da República. “Com isso, acreditamos que até o início da outra semana o DF começará a aparecer novamente no ranking dos mais vacinados”, comentou.

Sobre a posição do DF no ranking nacional de vacinação, Valero reafirmou que “o mais importante é não comprometer a D2” (segunda dose), uma vez que é pela aplicação das duas doses que se garante a imunização.

Questionado sobre as reações adversas, especialmente diante da possibilidade de tromboembolia no caso da vacina AstraZeneca, Divino Valero garantiu que não há relatos de problemas vasculares após a aplicação de imunizantes no DF. Segundo o subsecretário, as pessoas são orientadas a voltar ao posto caso ocorram efeitos adversos, que são notificados e publicados semanalmente em boletim epidemiológico.

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