Samu recebe mais de 13 mil trotes em oito meses no DF

Serviço de Atendimento Móvel de Urgência alerta que brincadeiras e informações falsas atrapalham o atendimento emergencial

atualizado 07/10/2021 9:24

Central de Atendimento do Samu no DFBreno Esaki/Agência Saúde-DF

Os trotes seguem a atormentar o atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) no Distrito Federal. De janeiro a agosto deste ano, a Central 192 recebeu 505.578 ligações, mas 13.765 eram brincadeiras ou informações falsas. “Infelizmente. O ideal é que não tenhamos nenhum registro de trote nos nossos relatórios, porque isso gera demanda reprimida”, lamenta o diretor do Samu-DF, Victor Arimatea.

“Enquanto um dos nossos teleatendentes recebe uma chamada de trote, existe uma pessoa com uma ocorrência verdadeira sem conseguir contato conosco”, alerta Victor.

O Samu está distribuído em 22 bases descentralizadas, cobrindo todo o DF com serviços pré-hospitalares.

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Dos diagnósticos confirmados pelas ligações nos oito primeiros meses do ano, 26.863 foram considerados casos clínicos; 7.530, traumáticos; 4.610, psiquiátricos; 1.427, obstétricos; e 403, pediátricos.

Também ocorreram 19.645 demandas reprimidas de janeiro a agosto deste ano, casos em que intervenções eram necessárias, mas não havia meios para tanto.

No mesmo período, ocorreram 24.366 remoções para hospitais públicos, privados e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de todo o DF. Desse número, o total é de 22.653 para unidades públicas de saúde. Também foram registrados 42.011 atendimentos primários nos oito primeiros meses de 2021.

Passar trote aos serviços de emergência é crime previsto no Código Penal e, quando identificado, o autor responde pelo artigo 340 do Código Penal por falsa comunicação de crime ou de contravenção. A pena é de 1 a 6 meses de detenção ou multa.

Com informações da Secretaria de Saúde do DF

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