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Um dia após o primeiro turno das Eleições 2018, o candidato ao Palácio do Buriti Ibaneis Rocha (MDB) foca nas alianças para vencer a disputa. Além disso, mostra que não vai poupar o adversário, Rodrigo Rollemberg (PSB). Ele diz que o postulante à reeleição está com as mãos “ensanguentadas” por causa das mortes de pacientes da saúde e ainda que as contas do DF estão com rombo milionário.

Em busca por aliados, na mira do emedebista estão adversários do primeiro turno que tiveram boa performance nas urnas, como General Paulo Chagas (PRP) e Rogério Rosso (PSD). Eles ficaram, respectivamente, na quarta e na terceira posição na votação geral.

Ibaneis disse ao Metrópoles que iniciou conversas com ambos. “Ainda não há uma definição, mas eles já sinalizaram um possível apoio. Vou avaliar as propostas de todos e as que eu achar que são boas irei incluir no nosso plano de governo”, afirmou.

O buritizável ressalta, porém, que não aceita negociar cargos e acredita que terá mais apoio dos adversários do que Rollemberg. “Todo mundo passou a campanha atacando Rollemberg. Acho mais natural que as pessoas venham para o meu lado”, comentou.

Quem declarou apoio ao emedebista foi o deputado federal Izaci Lucas (PSDB). “Ainda não conversamos detalhes. Já marquei de sentarmos para discutir sobre as propostas que tenho. Meu voto é garantido, mas também preciso debater com o partido qual será o posicionamento oficial”, declarou o senador eleito com 15,33% do votos.

Questionado se o ex-vice-governador Tadeu Filippelli (MDB), investigado e preso na Operação Panatenaico, seria chamado para compor uma eventual gestão, já que foi derrotado nessas eleições, Ibaneis rechaça a possibilidade. “Ele fez muito pela cidade em toda sua vida pública, mas precisa parar um pouco e refletir sobre certas atitudes. Não terá nenhum papel importante no meu governo”, destacou o candidato. 

Segundo turno
Ibaneis disse que não mudará as estratégias para enfrentar o atual governador Rodrigo Rollemberg (PSB), que teve 13,94% dos votos. “Vou continuar andando nas ruas, levantando cedo, gastando sola de sapato e dormindo tarde. Minha estratégia é continuar ouvindo a população”, assinalou.

O emedebista disse que já esperava o enfrentamento com o socialista no segundo turno. “Minhas pesquisas internas apontavam um crescimento dele, apesar do cenário estar meio embolado. Acredito que posso ganhar com folga agora pelo número de votos que tive, por causa do apoio que acho que vou ter”, comenta.

Caso seja eleito governador do DF, Ibaneis disse que vai priorizar as áreas de saúde, educação e segurança. “É preciso contratar mais professores, melhorar a merenda escolar. Vou conversar com as categorias para melhorar o funcionalismo público, que foi deixado de lado”, afirmou.