Coletivos de mulheres pressionam CLDF por CPI do Feminicídio

Desde o anúncio da criação da comissão, há 40 dias, cinco mulheres foram assassinadas no DF

Suzano Almeida/MetrópolesSuzano Almeida/Metrópoles

atualizado 29/10/2019 22:53

Sob protestos de coletivos de mulheres, o presidente da Câmara Legislativa (CLDF), Rafael Prudente (MDB), se comprometeu, nesta terça-feira (29/10/2019), a chamar os líderes de blocos para pedir a indicação dos nomes para a Comissão Parlamentar de Inquérito de combate ao Feminicídio (CPI do Feminicídio).

De acordo com o presidente da CLDF, o que impede o começo das atividades é a falta de nomes para iniciar os trabalhos e a ausência de deputadas indicadas.

“Há blocos que nem sequer têm mulheres na composição. As deputadas não têm bloco, são independentes e, pelo regimento, não dispõem de cadeira na CPI. Vou conversar com eles [líderes de bloco] e pedir que indiquem o quanto antes”, afirmou Prudente.

O discurso não agradou as manifestantes, que prometeram manter a pressão. “Foi uma fala escorregadia, pois desde que a proposta foi aprovada, mais cinco mulheres foram mortas. Até quando teremos que pagar o preço com a vida das mulheres? A CPI é uma forma de responsabilizar o poder público”, declarou Ayla Viçosa, militante do Coletivo Juntas.

O grupo cobrou ainda que a Câmara Legislativa fiscalize o funcionamento de casas de apoio e a criação de novas delegacias especializadas para as mulheres. O presidente da CLDF pediu uma lista com as demandas do grupo e prometeu se reunir com o governo para levar os pedidos.

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